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Mobilidade urbana: “área branca” vai ocupar 3 km2 na região central de Campinas

A chamada “Área Branca” – a ser criada a partir da nova licitação do transporte público em Campinas – vai ocupar 3 km2 na região central da cidade, segundo informou ontem a Secretaria de Transportes.

A área – cujo contorno vai formar um perímetro de 7 km – deverá abranger todo o Centro, além de bairros próximos, como parte do Cambuí, Botafogo ou Guanabara, por exemplo. Nesta área, de acordo com o plano da secretaria, só vão poder circular ônibus elétricos.

O edital de licitação do sistema deverá ser publicado pela prefeitura até o final de maio. A concessão deverá exigir investimentos das empresas vencedoras algo em torno de R$ 7 bilhões. O período de concessão será de 15 anos.

O edital vai prever sete áreas de concessão, segundo informou ontem o prefeito Jonas Donizette (PSB).

Além da região central – onde estará a “Area Brança – a cidade foi dividida em outras seis regiões. Area 1 (Norte), Área 2 (Leste), Área 3 (Sul), Área 4 (Sudoeste), Área 5 (Oeste) e Área 6 (Noroeste). Hoje, são quatro áreas de concessão, operadas por cinco empresas diferentes.

A expectativa do prefeito é ampliar o número de concessionárias. “Nossa ideia é distribuir melhor os ovos pela cesta”, comparou. Ele disse que será mantido o modelo de tarifa única.

“Não existe a possibilidade de uma região da cidade pagar um valor e outra região pagar outro”, garantiu

Jonas assinou ontem um acordo de cooperação técnica com a chinesa BYD e a CPFL Energia para a criação de um modelo de mobilidade elétrica a ser implantado na Área Branca. O estudo deverá ficar pronto em junho, depois, portanto, do lançamento do edital. O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro garante, no entanto, que não haverá prejuízo. “Nós já temos muitas informações (sobre o modelo)”, sustentou.

De acordo com o plano, as linhas alimentadoras também deverão contar com ônibus elétricos.

Campinas possui 13 ônibus elétricos em operação. O veículo não emite poluentes e não precisa de sistema de rede eletrificada. A autonomia é superior a 250 km, podendo chegar a 300 km. A recarga da bateria é feita durante a noite, por um período de quatro horas, para 100% de recarga.

O sistema possui 1.142 ônibus. São mais de 200 linhas, que transportam cerca de 240 mil pessoas por dia.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro anunciou ontem que entre 30 e 40 dias, deverá concluir o projeto para a transformação da Rua José Paulino, na chamada “Rua Completa”.

Para ser considerada “completa”, a rua deve ter restrição a veículos automotores, ser adaptada para o trânsito em bicicletas, nivelamento das vias com as calçadas, acessibilidade, sinalização clara, faixas de segurança e boa iluminação. Uma das possibilidades dessa rua ideal é que os postes possam captar energia solar.

De acordo com Barreiro, o custo do projeto está em torno de R$ 4 milhões e deverá ser coberto com parcerias a serem firmadas com a empresa chinesa BYD e a CPFL Energia.

Segundo Barreiro, a ideia da rua ideal surgiu como proposta da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), entidade da qual o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) é presidente. De acordo com ele, o projeto da FNP definiu 11 cidades no país, onde os projetos seriam implantados e Campinas é uma delas. (Blog da Rose)

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