Caixa retoma crédito imobiliário para imóveis acima de R$2,25 milhões
Banco volta a financiar aquisições no âmbito do SFI com recursos do SBPE e amplia atuação no segmento de alto padrão
Foto: José Cruz / Agência Brasil – A Caixa Econômica Federal anunciou a reabertura das contratações de crédito imobiliário para pessoa física voltadas à compra de imóveis residenciais com valor de avaliação superior a R$2,25 milhões. As operações serão realizadas no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), permitindo a retomada do atendimento a um público que estava fora das linhas tradicionais do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Desde 2024, o banco havia suspendido financiamentos individuais para aquisição de imóveis acima do teto do SFH, priorizando a aplicação dos recursos do SBPE em imóveis de menor valor. A estratégia buscava ampliar o alcance do crédito habitacional e atender um número maior de famílias, especialmente nas faixas intermediárias do mercado.
A retomada ocorre após mudanças promovidas pelo Banco Central do Brasil em 2025 nas regras do depósito compulsório, o que aumentou a disponibilidade de recursos da poupança para o financiamento imobiliário. Segundo a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, a ampliação das contratações fortalece a atuação do banco no crédito habitacional e contribui para impulsionar o mercado imobiliário e a cadeia da construção civil.

Além da reabertura para aquisição de imóveis prontos, a Caixa já havia retomado o financiamento para construção no SFI, com um diferencial voltado à sustentabilidade. Nessa modalidade, os projetos precisam obter o Selo Casa Azul Uni, certificação que reconhece empreendimentos com soluções eficientes do ponto de vista ambiental e de desempenho, classificados nos níveis Bronze, Prata e Ouro.
Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, a decisão representa um movimento estratégico para o setor. “A ampliação do crédito para imóveis de maior valor reequilibra o mercado, estimula novos investimentos e fortalece toda a cadeia da construção, sem perder de vista a importância da sustentabilidade e da responsabilidade financeira”, afirmou.
