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Pesquisa aponta queda na venda de usados

Pesquisa de imóveis usados do CRECI-SP, apontou uma queda no mercado de vendas de 28,6% em agosto, comparado com julho, na capital paulista. Para o Presidente da entidade, alteração em financiamento pela Caixa Econômica Federal pode piorar cenário.

A pesquisa do mês de agosto aponta, em decorrência dessa queda nas vendas de imóveis usados, uma crescente na locação de imóveis residenciais, que subiu pelo segundo mês consecutivo, em 2,35%.

Com esse cenário ambíguo, os preços também foram afetados. O preço do metro quadrado caiu 0,84% em relação a julho, e em contrapartida, o dos alugueis subiu devido à alta nas locações, em 2,25%.

Para o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, um dos fatores que colaboraram para esse resultado foi a alta na taxa de juros e a falta de confiança do consumidor no futuro econômico do país. “O desemprego continua alto, e com isso, as pessoas que não tem a carteira assinada, não conseguem o financiamento nos bancos”, afirma.

Outro ponto importante foi a redução do percentual de financiamento da CEF, que passou de 70% para 60% para imóveis usados, desde agosto deste ano. Segundo o CRECISP, 43,28% dos imóveis da pesquisa foram vendidos com financiamento bancário, dos quais 35,82% receberam crédito de bancos privados e públicos e 7,46% da CEF, representando o menor crédito concedido por ela este ano.

Viana afirma que esse fato já está afetando o mercado. “A maioria das pessoas não tem poupança para dar uma entrada grande no imóvel e ficam sem fazer a transação. Com isso, o mercado fica estagnado. Sem financiamento não tem venda. Os bancos privados são muito restritivos, o único mais acessível era a Caixa”.

Porém, em conversa com representantes da CEF, Viana confirma versão de retomada do crédito no próximo ano. “Segundo eles, essa medida é momentânea e logo no início do ano, com a liberação de novo orçamento, eles retomarão o percentual de antes”.

Futuro incerto

Ele ressalta ainda que, apesar desse fator crítico de financiamento, que irá perdurar até o final do ano, o cenário para 2018 é muito duvidoso. “O desemprego começará a diminuir, a economia já está descolada da política, além da retomada do percentual da CEF. Por isso, nós só vamos começar a conhecer o futuro mais para frente”.

Ele conclui defendendo o ajuste fiscal nas contas públicas para que a Economia volte a crescer, além de dar condições para esse crescimento, através do estímulo de setores que mais geram empregos. (DCI)

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