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Construção civil investe em tecnologia para prevenir acidentes de trabalho

Entre 2012 e 2019, o Brasil já registrou mais de 4,5 milhões de acidentes de
trabalho ocorridos, uma média de um acidente a cada 48 segundos. Esses
números colocam o país em quarto lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho. Para mudar essa realidade, algumas empresas têm apostado em soluções tecnológicas. A MRV, maior construtora da América Latina, por
exemplo, vem implantando e estudando o uso de softwares, drones e
aplicativos para prevenir acidentes e monitorar a saúde de seus
colaboradores.


Com cerca de 270 canteiros de obras nas mais de 150 cidades onde tem atuação por todo o país, a construtora conta com aproximadamente 25 mil
colaboradores entre próprios e terceirizados. Para a gestão da prevenção de
riscos e controles necessários, a MRV investe em estudos e inovações para
melhorar as condições de trabalho. Entre as tecnologias já implantadas pela
empresa estão o software de gestão de saúde ocupacional (SOC), de gestão de alojamentos (Podio) e de gestão de terceiros (SGT).
Outras tecnologias estão em fase de teste nos canteiros, como drones que
avaliam os riscos, organização, implantação e otimização dos espaços;
aplicativos com FVS (Ficha de Verificação de Serviços) eletrônica, que
verificam a execução dos serviços dentro dos procedimentos da Qualidade; e um chip de controle de acesso a determinadas áreas dos canteiros de obra.


“Em nosso Hub de Inovação nos Estados Unidos e em nossa sede em Belo
Horizonte estamos testando a utilização dos óculos de realidade virtual para não só vender apartamentos, mas também treinar a equipe quanto a queda em altura, e outros riscos das atividades da obra”, conta José Luiz Esteves da Fonseca, gestor executivo de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da MRV.

Segundo o executivo, as vantagens em usar essas tecnologias estão na
otimização do tempo para administrar todas as normas e regras do sistema de gestão trabalhista, redução em custos operacionais, qualidade e
assertividade na informação do dia a dia. “Alguns softwares devem evoluir e otimizar muito a gestão de pessoas nas obras. Na produção já está se falando em utilizar o exoesqueleto em que os trabalhadores poderão realizar as tarefas com menos esforço e desgaste físico, possibilitando a redução de acidentes como membros inferiores e superiores, bem como algumas lombalgias. No futuro próximo ainda teremos robôs e maquinas autônomas com inteligência artificial, informando e controlando todo o processo de produção e qualidade do produto, almoxarifados como lojas virtuais de entregas just in time e drones gerenciando áreas e desenvolvendo estudos para implantação de empreendimentos e muito mais”, diz José Luiz.

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