Contribuintes da RMC já pagaram 7,79% a mais de impostos em 2019

Somente de 1º de janeiro até anteontem (23) os contribuintes das 20 cidades
da RMC (Região Metropolitana de Campinas) já pagaram R$ 1.432,3 bilhão em impostos, taxas, contribuições e multas municipais, estaduais e federais. O montante já é 7,79% maior que o recolhido no mesmo período do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 1.328,9 bilhão. A estimativa é de que este índice de aumento perdure por todo o ano.

Os dados são do “Impostômetro”, sistema implantado pela Associação Comercial de São Paulo, que contabiliza todos os tributos pagos pela população brasileira, e foram calculados pelo economista e diretor da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Laerte Martins, autor da previsão para 2019. Para Martins, o percentual de arrecadação nas 20 cidades não tende a baixar até o fim do ano, segundo o economista. “Analisando esses números, a arrecadação na RMC deverá atingir R$ 4.626,5 bilhões no final de 2019, cerca de 7,79% acima dos R$ 4.295,5 bilhões do fim de 2018”, previu.

O avanço da cobrança de impostos na RMC foi maior do que o verificado no
País e no Estado. Os brasileiros pagaram, entre janeiro a abril deste ano,
cerca de R$ 801,2 bilhões em tributos, um acréscimo de 5,77% com relação ao mesmo período do ano passado. Já no Estado, o incremento foi de 5,79%. Em Americana, o crescimento na arrecadação foi ainda maior que a média
verificada nos índices regional, estadual e nacional. Os americanenses, que
desembolsaram R$ 75,1 milhões em tributos de janeiro a abril do ano passado, em 2019 já destinaram R$ 81,9 aos cofres públicos, o que representa um percentual de 8,89% de aumento nos tributos.

Moradora do bairro Cidade Nova, em Santa Bárbara d’Oeste, a funcionária
pública Daniela Carvalho, 33, sente no bolso os reflexos da arrecadação.
“Penso que os governantes não estão preocupados com a atual situação da
população como um todo, já que todos os anos aumentam os preços, o custo de vida e os impostos, mas nossos salários estão estagnados e defasados, vai
virando uma bola de neve. Está cada vez mais difícil”, diz. A engenheira
civil Diana Martim, proprietária de um imóvel no Santa Maria, em Americana, também não está contente. “Esse aumento causa um grande impacto pois o País passa por um momento em que o desemprego está alto e não é cobrando mais impostos que será solucionado o problema”, opina. (Todo Dia)

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