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Americana vai instalar usina para reciclagem de resíduos

Americana terá uma usina de reciclagem de resíduos de construção civil, que será viabilizada através de parceria público-privada. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, o edital de licitação ou de chamamento público será publicado em 60 dias. A pasta já iniciou reuniões com empresários do ramo de caçambas, que realizam o recolhimento desse tipo de resíduos, para elaborar o projeto de acordo com as necessidades do setor.

A usina deverá ser operada por uma empresa em uma área pública, localizada na região do pós-Anhangüera. O resíduo recolhido será processado, e um percentual desse material ficará com a empresa e outro será entregue à prefeitura, que poderá utilizá-lo em obras municipais, como por exemplo na preparação da massa asfáltica e na matéria-prima de blocos para construção civil. A usina não terá custos para a prefeitura, segundo a proposta da Secretaria.

O secretário de Meio Ambiente Odair Dias disse desde que assumiu a pasta tem o plano de instalar uma usina no município por conta do descarte irregular. “O maior motivador da usina é a própria necessidade de um espaço como esse. É difícil acabar totalmente com o descarte irregular em qualquer lugar no país, mas a ideia é minimizar isso”, afirmou.

O problema do descarte irregular de resíduos em Americana foi alvo de uma investigação do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do Ministério Público. A apuração resultou, em 2015, em um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) em que o município se comprometeu a adotar medidas para conter o despejo de lixo, entulho e resíduos de construção civil. No documento não constava a cria- ção de uma usina, mas um reajuste nesse termo está sendo elaborado pela promotoria e deve incluí-la. A proposta de incluir a usina foi apresentada em uma reunião na semana passada e aprovada pelo Gaema.

Atualmente, os resíduos de construção civil podem ser recebidos pelos ecopontos, desde que respeitado o limite de um metro cúbico por dia por pessoa. Os ecopontos o encaminham para uma empresa paga pela prefeitura para destiná-los corretamente. O restante do volume desse tipo de entulho é recolhido por caçambeiros particulares e encaminhados a empresas da região para processamento. No ano passado, a prefeitura de Sumaré inaugurou usina de reaproveitamento de resíduos da construção, com capacidade para processar até 45 toneladas hora.

Como contrapartida, a empresa responsável pela usina deverá instalar um sistema de monitoramento digital nas caçambas de resíduos da construção civil. Através disso, a prefeitura e o GPA (Grupo de Proteção Ambiental) devem acompanhar a destinação dos entulhos. Esse sistema já é previsto no TAC dos Ecopontos, com prazo para sua instalação prevista em 2016. (O Liberal)

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