Campinas fecha ano com saldo positivo

Campinas fechou o ano de 2019 com saldo de 2.736 vagas de emprego. Ao longo do ano foram 150.295 admissões ante 147.559 demissões. Apesar de positivo, o resultado é 44,98% abaixo dos 4.973 postos de trabalho verificados em 2018, o que demonstra que o ritmo da recuperação do emprego está diminuindo. Os dados foram divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O resultado de 2019, apesar de baixo, é o segundo melhor desde 2015. Naquele ano, Campinas terminou o ano com 15.813 negativos. No ano seguinte foram 14.905 vagas a menos. Em 2017 o saldo ficou negativo em 837 postos de trabalho.

De acordo com o Laerte Martins, economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), o resultado mostra um desaquecimento na geração de empregos. “O resultado é bom porque é positivo, mas está abaixo do que foi verificado em 2018. Mostra que Campinas está sofrendo mais do que as cidades da região”, explica.

Segundo o economista, a criação de vagas de trabalho não ficou concentrada em Campinas, mas pulverizou nas cidades do entorno. “Neste ano, Campinas vai precisar investir na criação de vagas, vai ter que incentivar as empresas a se instalarem aqui, e as que já estão, a investirem para recuperar os empregos perdidos, ou corre o risco de repetir o resultado”, avalia o economista.

Brasil

O País fechou 2019 com o maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Dados do Caged mostram que houve a geração de 644.079 novas vagas de emprego formal no Brasil em 2019, totalizando 115 mil postos a mais do que o registrado em 2018. O Brasil atingiu 39 milhões de empregos com carteira assinada.Os oito setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos. No Comércio foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas.

Estados e regiões

As cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da região Sudeste, com a criação de 318.219 vagas. Na região Sul, houve abertura de 143.273 postos; no Nordeste, 76.561; no Centro-Oeste, 73.450; e no Norte, 32.576. Considerando a variação relativa do estoque de empregos, as regiões com melhores desempenhos foram Centro-Oeste, que cresceu 2,30%; Sul (+2,01%); Norte (+1,82%); Sudeste (+1,59%) e Nordeste (+1,21%).Em 2019, o saldo também foi positivo para todas as unidades da federação, com destaque para São Paulo com a geração de 184.133 novos postos, Minas Gerais, com 97.720, e Santa Catarina, com 71.406.

Termômetros

O setor da construção civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fechou dezembro de 2019 com 714 demissões. No ano, o saldo foi de 1.940 empregos gerados, interrompendo seis anos de quedas seguidas, iniciado em 2013. No período de 2010 a 2019 o segmento fechou 4.233 postos com carteira assinada, segundo levantamento realizado pela Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp).

Segundo os números do Caged, em dezembro do ano passado o setor da construção civil na região admitiu 1.154 pessoas e demitiu 1.868 trabalhadores, resultando no saldo negativo de 714 postos eliminados.Em relação ao acumulado nos doze meses do ano passado, somente Hortolândia (228), Paulínia (283) e Santo Antonio de Posse (15) fecharam no vermelho, com o numero de demissões superando as contratações.

Campinas foi a cidade que registrou o melhor saldo de janeiro a dezembro, com a abertura de 1.219 vagas.Ao longo dos últimos dez anos, quando o Brasil enfrentou uma forte recessão, que paralisou obras públicas e privadas, somente em quatro anos o setor registrou saldo positivo entre contratações e demissões: 2010 (3.664), 2011 (4.107), 2012 (898) e 2019 (1.940).Entre 2013 e 2018, em meio à paralisia de obras públicas e a falta de lançamentos imobiliários, o setor mais demitiu que contratou, gerando um saldo negativo de 14.842 vagas diretas eliminadas. Entre admissões e demissões no acumulado dos dez anos, o saldo foi de 4.233 postos de trabalhos fechados.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, comemora os números de dezembro do ano passado e do acumulado de 2019. “Assim como os outros setores, passamos por um longo período de recessão, resultando em paralisação do mercado, demissões em massa e queda na geração de renda e impostos”.

“Em 2019, com a estabilidade de volta, queda das taxas de juros e a retomada do crédito para financiamento imobiliário, os empresários voltaram a investir, lançar empreendimentos e, consequentemente, a gerar empregos em um setor que é vital para a economia”, afirma o executivo. “A cada vaga direta, a construção gera outras 4,5 indiretas, injetando dinheiro no mercado e fazendo a economia de vários setores, como materiais, eletroeletrônicos, financeiro e a própria indústria automobilística a andar”.

Para ele, as condições do mercado permitem projeções animadoras para os próximos anos. “O mercado voltou a crescer de forma sustentada em 2019. Para 2020 nossa expectativa, realista, é de um aumento de 2% no setor, embora este número possa ser superado dependendo do que acontecer no primeiro semestre”.

Brasil registra maior aumento desde 2013

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou saldo positivo de 644.079 vagas com carteira assinada em 2019, o melhor resultado desde 2013.O primeiro resultado positivo após a recessão que marcou a saída do PT do governo federal, ocorreu apenas em 2018, com a abertura de 529.554 vagas no último ano de Michel Temer (MDB) no Planalto. (Estadão Conteúdo)

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