Com juro menor, PIB da construção civil tem maior nível desde 2013

Maior gerador de empregos do país, a construção civil obteve melhor desempenho após cinco anos consecutivos de queda. O setor cresceu 1,6% em 2019, uma alta de 5,4 pontos percentuais em relação a 2018. Desde os tempos pré-crise, não havia um período tão promissor. Em 2013, último ano de crescimento, a construção civil registrou avanço de 4,5%.

Os avanços da última temporada se devem, em suma, ao forte desempenho da construção imobiliária. Mas não só isso. O setor ainda inclui urbanismo, estradas e infraestrutura. Esse último segmento, no entanto, é o que trava um crescimento maior da construção civil. Nos últimos anos, diversas obras públicas foram paralisadas diante da desaceleração, do rombo fiscal e, sobretudo, por conta dos escândalos de corrupção envolvendo as principais empreiteiras do país: Andrade Gutierrez, Camargo Correa, OAS e Odebrecht.

O mercado da construção imobiliária foi impulsionado pelos cortes consecutivos na taxa básica de juros, a Selic, durante o último ano. Com a retomada do acesso ao crédito, o financiamento e a venda de imóveis bateram recordes. Segundo números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos imobiliários cresceram 37,1% em 2019 se comparado ao ano anterior, somando 78,7 bilhões de reais.

“O setor da construção civil gerou 71.115 vagas de emprego para o país em 2019. É o equivalente a 11% dos empregos criados no país. Isso, por si só, já mostra a importância e a relevância do nosso mercado para o desenvolvimento econômico brasileiro”, disse Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). (Agência Brasil)

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