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Construção civil projeta crescimento de 2% em 2026, apesar de entraves

Setor aposta na queda dos juros, ampliação do crédito e novos investimentos em habitação e infraestrutura

foto: divulgação – Após desacelerar no último ano, a construção civil brasileira deve retomar um ritmo mais consistente de crescimento em 2026. A projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indica alta de 2% no período, o que representaria o terceiro ano consecutivo de expansão do setor, mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador.

A expectativa positiva está ancorada principalmente na perspectiva de redução das taxas de juros e na ampliação da oferta de crédito imobiliário. A entidade também aponta o aumento dos investimentos em infraestrutura como um dos motores da atividade, com impacto direto na geração de empregos e na cadeia produtiva da construção.

Entre os principais vetores de estímulo estão o orçamento recorde do FGTS destinado à habitação, novas contratações pelo programa Minha Casa, Minha Vida e o novo modelo de financiamento imobiliário com recursos da poupança. Iniciativas públicas voltadas à reforma de moradias também entram na conta, ampliando o alcance das políticas habitacionais.

Um dos destaques é o programa Reforma Casa Brasil, que prevê cerca de R$ 40 bilhões em investimentos. A ampliação dos limites do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) também tende a fortalecer o mercado, ao ampliar as condições de crédito para aquisição de imóveis.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Apesar do ambiente mais favorável, o setor ainda enfrenta obstáculos importantes. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a CBIC, aponta que a elevada carga tributária, os juros ainda em patamar alto e os custos da mão de obra, qualificada e não qualificada, continuam entre os principais entraves à expansão.

O desempenho recente reflete esse contexto. Em 2025, a construção avançou 1,7% até o terceiro trimestre na comparação anual, abaixo do crescimento de 4,2% registrado em 2024, indicando perda de fôlego. Ainda assim, o consumo de cimento atingiu 66,9 milhões de toneladas, alta de 3,68% sobre o ano anterior.

Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, o momento exige equilíbrio: “Há sinais claros de retomada, mas é fundamental consolidar a queda dos juros e ampliar o crédito para garantir um crescimento sustentável e contínuo do setor”, afirmou.

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