Construção civil volta a superar 3 milhões de empregos formais em 2026
Setor mantém ritmo de contratações e reforça papel estratégico na geração de trabalho no país
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil – A construção civil manteve o ritmo de geração de empregos em 2026 e voltou a ultrapassar a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que o setor criou 31.099 novas vagas em fevereiro, registrando o segundo mês consecutivo de saldo positivo. Em janeiro, já haviam sido abertas 50.538 oportunidades, reforçando a tendência de crescimento, mesmo com o menor número de dias úteis em fevereiro.
O avanço foi distribuído entre os principais segmentos da construção. A Construção de Edifícios liderou a geração de vagas, com 12.666 novos postos, seguida pela área de Infraestrutura, com 9.382, e pelos Serviços Especializados para a Construção, que somaram 9.051 empregos. O desempenho positivo em todas as frentes evidencia a retomada consistente das atividades no setor.
No cenário geral da economia, o Brasil registrou a criação de 255.321 empregos formais em fevereiro, resultado de mais de 2,3 milhões de admissões frente a cerca de 2,1 milhões de desligamentos. No acumulado de 2026, o saldo já chega a 370.339 novas vagas com carteira assinada, elevando o total de vínculos celetistas para mais de 48,8 milhões.

Entre os grandes setores econômicos, quatro dos cinco grupamentos apresentaram desempenho positivo no mês. O destaque ficou com o setor de Serviços, responsável pela maior parte das vagas, seguido pela Indústria, Construção e Agropecuária. O resultado consolida um cenário de expansão do emprego formal no país, com participação relevante da construção civil.
Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, os números reforçam a importância do setor para a economia nacional: “A construção civil segue como um dos principais motores de geração de empregos no país, demonstrando resiliência e capacidade de impulsionar o desenvolvimento econômico mesmo em cenários desafiadores.”
