Consumo de materiais de construção cresce e indica setor aquecido em 2026
Alta nos insumos básicos e de acabamento sinaliza continuidade das obras e resiliência do mercado imobiliário
Foto: Divulgação – O setor da construção civil iniciou 2026 com sinais de aquecimento, impulsionado pelo aumento no consumo de materiais por construtoras e incorporadoras. Nos dois primeiros meses do ano, tanto os insumos básicos quanto os de acabamento apresentaram crescimento expressivo em relação a 2024 e 2025, indicando um ritmo mais intenso de atividades no setor.
O cenário reforça a percepção de um mercado imobiliário resiliente, mesmo diante de juros elevados e maior restrição ao crédito. Levantamento do Ecossistema Sienge em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção aponta que o consumo de materiais básicos, como cimento, areia, blocos e aço, atingiu média de 126 pontos no primeiro bimestre, superando os índices registrados nos anos anteriores.
Já os materiais de acabamento, como tintas e revestimentos, tiveram desempenho ainda mais expressivo, alcançando 176 pontos no período. O indicador, que considera janeiro de 2023 como base 100, é calculado a partir de milhões de notas fiscais emitidas pelo setor, refletindo com precisão a movimentação das compras.
Especialistas destacam que o avanço mais intenso nos materiais de acabamento está ligado à fase final de obras iniciadas em ciclos anteriores. Mesmo com a sazonalidade típica do início do ano, os números mostram que o setor mantém um nível elevado de atividade, com projetos avançando e entregas se aproximando.

O crescimento no consumo acompanha o desempenho recente do mercado imobiliário, que encerrou 2025 com alta nos lançamentos e volume consistente de vendas. Na prática, o aumento na demanda por insumos básicos também indica a continuidade e até a retomada de novas construções, reforçando o dinamismo da cadeia produtiva.
Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, os dados refletem um momento positivo, apesar dos desafios econômicos. “O aumento no consumo de materiais mostra que o setor segue ativo e confiante, com obras avançando e novos projetos sendo viabilizados, o que é fundamental para a geração de empregos e o crescimento da economia”, afirmou.
