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Mais da metade dos trabalhadores da indústria está obesa ou com sobrepeso

Uma consulta realizada com mais de 500 trabalhadores da indústria detectou que o índice de sobrepeso e de obesidade nesta população é de 52%. Essa constatação foi registrada pelo projeto Saúde Plena, que faz parte do Programa Mais Saúde e Vida, promovido pela empresa administradora de restaurantes corporativos, Exal – Excelência em Alimentação.

O programa, ofertado aos clientes da Exal há mais de oito anos, oferece uma avaliação do Índice de Qualidade de Vida (IQV) dos funcionários. “Medimos a pressão arterial, o peso e circunferência abdominal de todos os colaboradores de seis indústrias e mais da metade é obeso ou está com sobrepeso. Essa situação é encontrada tanto no meio administrativo quanto na produção das fábricas”, afirma Sarielly Saurin, nutricionista e coordenadora de Qualidade da Exal. Se comparado aos períodos anteriores, o problema tem apresentado acréscimo nos últimos três anos.

Além do aumento de peso, outros fatores que merecem atenção foram encontrados, como o tamanho da circunferência abdominal, que está diretamente relacionada às doenças cardiovasculares, e a pressão arterial. Na amostra, 35% dos trabalhadores registraram circunferência abdominal aumentada, ou seja, acima do tamanho ideal – entre 88 cm para mulheres e 102 cm para os homens. Já a incidência de pressão alta chegou a 20%. “Entre as principais causas identificadas estão o stress, a falta ou a pouca frequência de atividade física e a má alimentação”, esclarece Sarielly.

Por isso, além da adaptação do cardápio diário dos restaurantes às necessidades de cada população da empresa analisada, o Mais Saúde e Vida prevê orientações de reeducação alimentar, por meio da disponibilidade de informações sobre os valores e benefícios nutricionais dos alimentos, além de palestras, cursos de culinária e acompanhamento nutricional com consultas individuais. “Se, em determinada empresa, identificamos uma alta incidência de pressão alta, por exemplo, diminuímos a quantidade de sal e colocamos mais opções de saladas e grelhados. Isso estimula as pessoas na composição de pratos mais diversificados e nutritivos. Além disso, montamos grupos de apoio e cada membro é acompanhado mensalmente por uma nutricionista que analisa a evolução do quadro”, complementa a coordenadora.

Por outro lado, o estudo também identificou boas notícias: há três anos consecutivos o número de fumantes entre os profissionais tem diminuído. (Canal Executivo)

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