Melhoria de performance do setor imobiliário reforça boa hora para investimento

O setor imobiliário é caracterizado como cíclico pois, dentre outros
fatores, há forte correlação do seu desempenho com a renda da população e
com a disponibilidade de crédito – variáveis que dependem fortemente do
desempenho econômico do país. Depois de uma das crises mais fortes
vivenciadas pelo setor, no ano de 2018 há sinais claros de recuperação, o
que indica que é o fim do ciclo de baixa e início do ciclo de alta.
Os Índices FipeZap de preços de Imóveis Anunciados indicam que até o mês de
agosto, o preço dos imóveis residenciais para venda tiveram variação
positiva de 1,41% enquanto que o preço dos imóveis para locação teve aumento
de 3,26%.
Adicionalmente, dados publicados pelo SECOVI em sua pesquisa mensal do
mercado imobiliário apontam que no acumulado de 12 meses (agosto de 2017 a
julho de 2018), foram comercializadas 28.046 unidades residenciais no
município de São Paulo, uma alta de 62,4% em relação ao mesmo período do ano
anterior.
De acordo com Paulo Gustavo Cruz, CEO da UP Real Estate, imobiliária focada
no segmento de alto padrão, essa recuperação já era esperada já que a queda
nos juros é positiva para o mercado haja visto que ao mesmo tempo que
aumenta a aquisição de imóveis através de financiamentos bancários, reduz a
tendência do investidor de aplicar seus recursos em renda fixa – “A procura
de imóveis para investimento aumentou no último ano pois com a queda da
Selic os investimentos em renda fixa são menos rentáveis que o aluguel e o
potencial de valorização dos imóveis”, completa Cruz.
O financiamento imobiliário também teve expansão no ano de 2018, segundo
dados da Abecip, associações de instituições que atuam no setor, até julho
os financiamentos imobiliários cresceram 21,9%, alcançando R$30 bilhões.
Ainda segundo Paulo Gustavo Cruz, o momento para comprar imóveis é este, já
que os preços ainda estão competitivos e a oferta é alta – “em 2018 já
intermediamos o dobro de transações em relação ao ano anterior, mesmo com a
instabilidade política. Os fundamentos do setor são sólidos e vemos cada dia
mais investidores retomando às compras, o retorno via aluguel somado à
valorização de médio-longo prazo no setor imobiliário é inquestionável”.

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