Mulheres avançam na Engenharia Civil, mas ainda são minoria no setor
Participação feminina cresce gradualmente e ganha destaque na gestão e fiscalização de obras em Campinas
Foto: Carlos Bassan – A Engenharia Civil, tradicionalmente marcada pela predominância masculina, tem registrado avanço na participação feminina ao longo dos anos. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) indicam que as mulheres representam cerca de 20% dos profissionais registrados na área, número que ainda é considerado baixo, mas com potencial de crescimento. Em Campinas, a realidade segue essa tendência: dos 136 engenheiros civis da Prefeitura, 31 são mulheres.
Historicamente, a formação em Engenharia Civil no Brasil remonta ao século XIX, sendo uma das mais antigas do país, ao lado de cursos como Direito e Medicina. Instituições como a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo tiveram papel fundamental na preparação de profissionais para o desenvolvimento industrial brasileiro.

Apesar da predominância masculina ao longo da história, a presença feminina tem se consolidado gradualmente no setor. Em Campinas, especialmente durante o mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, a atuação das engenheiras ganha visibilidade, com destaque para funções estratégicas como gestão de contratos e fiscalização de obras públicas.
Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, o cenário aponta para uma transformação em curso. “A ampliação da participação feminina na Engenharia Civil é fundamental para o desenvolvimento do setor, trazendo diversidade, novas perspectivas e fortalecendo a qualidade técnica das obras e projetos”, afirma.
