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PIB da construção civil recua no início de 2025, mas setor mantém otimismo com geração de empregos e alta nas vendas

Queda de 0,8% no primeiro trimestre é atribuída aos juros elevados

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil caiu 0,8% no primeiro trimestre de 2025, em relação aos últimos três meses de 2024. O recuo ocorre após um fechamento positivo do ano anterior, quando o setor cresceu 2,3%. Segundo análise da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o resultado reflete os efeitos da alta da taxa básica de juros, que encarece o crédito e inibe investimentos de longo prazo, como os da construção civil. A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, avalia que o impacto da Selic em 14,75% — o maior patamar em quase duas décadas — vem sendo sentido diretamente pelos empresários do setor.

Apesar da retração na comparação trimestral, o desempenho em relação ao primeiro trimestre de 2024 é positivo: a construção cresceu 3,4% no comparativo anual. O resultado reforça que, mesmo em um ritmo mais lento, o setor continua avançando em relação ao ano passado. Um dos fatores que sustentam essa resiliência é o desempenho sólido do mercado imobiliário. Entre janeiro e março de 2025, os lançamentos habitacionais cresceram 15,07% e as vendas avançaram 15,69%, totalizando mais de 102 mil unidades comercializadas no país.

O Programa Minha Casa, Minha Vida continua sendo o principal motor do setor.

Mais da metade dos lançamentos realizados neste início de ano — cerca de 52,68% — estão vinculados à iniciativa federal, o que contribui diretamente para manter a atividade aquecida, mesmo em um cenário de juros elevados. Segundo Ieda, esse movimento ajuda a equilibrar os efeitos da política monetária sobre o setor produtivo.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Outro indicativo de fôlego é o mercado de trabalho. Somente nos quatro primeiros meses de 2025, a construção civil abriu 135.202 vagas com carteira assinada, aproximando o total de trabalhadores formais do setor da marca de três milhões — número que não era alcançado desde 2014. Todos os segmentos registraram saldo positivo: 56.912 vagas na construção de edifícios, 36.473 em obras de infraestrutura e 41.817 nos serviços especializados. “Mesmo com os desafios macroeconômicos, os dados mostram que a construção continua sendo um importante pilar de geração de emprego e dinamismo econômico”, afirmou Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp.

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