Saldo residual de financiamentos antigos causa impasse em imóveis na região de Campinas

Um saldo residual, que é um valor em aberto de financiamentos habitacionais realizados entre 1963 e 1993, causa um impasse em pelo menos 1,9 mil contratos na região de Campinas (SP). De acordo com a Companhia de Habitação Popular (Cohab), são 1,3 mil em Americana (SP) e 561 em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Por conta da “dívida”, os proprietários dos imóveis não conseguem pegar a escritura definitiva.

O impasse se dá por conta da correção de um índice de reajuste feito de
maneira errada sobre os financiamentos neste intervalo de 30 anos, que à
época não foi definido quem deveria pagar. Segundo a Cohab, agora, o saldo
residual é de responsabilidade do governo federal. Enquanto o débito não for solucionado, as residências não serão regularizadas.

A EPTV, afiliada da TV Globo, conversou com dois proprietários de imóveis
que ainda aguardam a definição para entender melhor o caso. O aposentado Miguel Francisco da Rocha Júnior comprou a residência em Americana em 1983 e gastou R$ 42 mil para reformar.

“Você vai ficando com ficando com mais de 60 anos e vai ficando preocupado. Os filhos também começam a cobrar. É muito complicado aguardar essa definição”, disse.

Adair Marciano da Silva também adquiriu o imóvel em 1983. Ele reformou a casa aos poucos e conseguiu, depois de muitos anos, pagar todas as parcelas. Após tudo quitado, recebeu um comunicado de que ainda teria o residual de R$ 19 mil para acertar. (G1 Campinas)

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