Campinas registra alta de 66% em vendas e 147% em construção de apartamentos entre 2020 e 2021

Os dados são da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Prefeitura atribuiu números a melhorias no processo de aprovação de projetos

foto: Carlos Bassan – Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), apontou que Campinas registrou uma alta de 147,3% no número de apartamentos lançados em 2021, em comparação com o ano de 2020. Durante o mesmo período, o estudo apontou também, um aumento de 66,27% no número de imóveis vendidos.

Os dados foram divulgados na pela Prefeitura Municipal de Campinas na última sexta-feira (1), e mostraram que houve 1.852 unidades lançadas em 2020, número que subiu para 4.580 no último ano. Enquanto as vendas saltaram de 3.780 para 6.285.

Outras cidades

E não foi só Campinas que teve os dados analisados. Ribeirão Preto, Sorocaba e São José do Rio Preto também participaram pela importância que apresentam na RMC. Sobre lançamentos, apenas Campinas e Sorocaba apresentaram crescimento entre 2020 e 2021.

No que diz respeito a vendas, as três cidades registraram alta, com Campinas apresentando o terceiro maior percentual. Ribeirão Preto lidera com 95,55% e Sorocaba vem na sequência com 66,38%.

Construção – os preferidos

Em Campinas, os imóveis de dois dormitórios seguiram na liderança nos lançamentos e nas vendas. A novidade é que houve alta na proporção de apartamentos lançados (59,07% para 81,81%) e vendidos (de 67,88% para 76,87%) entre o 2020 e o ano passado.

O motivo
Carolina Baracat Lazinho, secretária de Planejamento e Urbanismo de Campinas

Carolina Baracat Lazinho, que é secretária de Planejamento e Urbanismo de Campinas, atribuiu o aumento às medidas tomadas pela prefeitura para acelerar o processo de aprovação de projetos apresentados por incorporadoras. Em entrevista ao g1, Baracat destaca que com a chegada de mais arquitetos, projetos que demoravam de dois a três anos estão sendo aprovados em um ano. Enquanto que os loteamentos, que demoravam 13 meses, atualmente levam algo em torno de sete meses.

Entre as mudanças, algumas aderidas em 2018, contam com condicionantes às aprovações por meio de contrapartidas para evitar que haja uma explosão descontrolada de lançamentos, gerando uma desorganização que traria prejuízo para a infraestrutura da cidade.

As regras de quatro anos atrás valem para os empreendimentos que precisam ser licenciados e que sejam considerados de grande porte e para mais de 200 pessoas. Nesses casos, é necessário que prefeitura e construtora firmem um Termo de Acordo e Compromisso (TAC), nele são especificadas as exigências para que o empreendimento possa ser construído.

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