Campinas

Campinas padroniza regras para construção de casas em área de proteção ambiental

Nova instrução normativa traz mais clareza e segurança jurídica para projetos na APA

Foto: Carlos Bassan – A Prefeitura de Campinas publicou uma instrução normativa que esclarece a aplicação das regras de densidade habitacional para construções unifamiliares na Área de Proteção Ambiental (APA) do município. Elaborado de forma conjunta por diferentes secretarias, o documento estabelece critérios mais claros para análise de projetos em regiões como Sousas, Joaquim Egídio e bairros adjacentes.

A principal mudança define que a exigência de densidade mínima passa a valer apenas para o parcelamento do solo, como na criação de novos loteamentos, e não mais para a aprovação de casas em terrenos já regularizados antes da implantação do Plano de Manejo da APA. Com isso, imóveis antigos passam a ter maior previsibilidade na aprovação de projetos residenciais.

Na prática, a medida corrige distorções na interpretação anterior das regras. Em alguns casos, terrenos eram obrigados a comportar múltiplas unidades habitacionais para atender índices mínimos, mesmo quando o projeto previa apenas uma residência. Agora, essa exigência deixa de se aplicar a lotes já consolidados.

A norma também estabelece que terrenos que passaram por anexação ou unificação continuam aptos a receber habitação unifamiliar, desde que atendam às demais exigências legais. A regra é válida especificamente para loteamentos aprovados antes da vigência do Plano de Manejo da APA, garantindo tratamento diferenciado para essas áreas.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Apesar da flexibilização, as exigências ambientais permanecem inalteradas. Projetos continuam obrigados a cumprir critérios como taxa de permeabilidade, regularidade do loteamento, parâmetros construtivos e demais normas ambientais vigentes, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação.

De acordo com o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, a medida representa um avanço importante: “A padronização das regras traz mais segurança jurídica e transparência para o setor, facilitando a aprovação de projetos sem abrir mão da proteção ambiental e do planejamento urbano responsável.”

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