Habitação

Moradores relatam abandono em condomínio da CDHU

Os moradores que apostaram na aquisição de um imóvel na CDHU da Vila
Renascença, em Campinas, estão vendo o sonho da casa própria se tornar um pesadelo. Ainda faltam 11 anos para os moradores terminarem de pagar as prestações e os problemas já se acumulam no Conjunto Habitacional Campinas F, que fica no distrito de Nova Aparecida.

Os apartamentos foram entregues há 14 anos. Em dezembro de 2005. São cerca de 30 blocos, com 20 famílias em cada um. Os problemas começam do lado de fora e terminam dentro dos imóveis. Quando chove, o piscinão, entregue pela CDHU na mesma época dos apartamentos, transborda por causa do assoreamento e as ruas próximas ao conjunto habitacional se tornam rios.

O problema, que ocorre há 8 meses, motivou o vereador, Zé Carlos, do PSB, a enviar uma moção de apelo ao governador do estado de SP solicitando o
desassoreamento. Na área interna dos blocos, os moradores ainda relatam
abandono e risco e desabamento dos blocos por causa do solo que está
encharcado pelo acúmulo de água nas galerias.

De acordo com a moradora, Selma Regina dos Santos, o solo já cedeu cerca de 12 cm e atinge os blocos 13 A e 13 B. Fátima Azarias é síndica e moradora do Bloco 13 B e relata a possibilidade de desabamento por causa do solo
encharcado.

Já o Bloco 17 A não é afetado pelo problema com o solo, mas com o abandono da caixa d’água que está com desgastes na estrutura e com constantes vazamentos, como explica a síndica do bloco, Lucimara Feola.

Nota da CDHU:

O Conjunto Habitacional Campinas F foi entregue em 2005 com os projetos do sistema de drenagem das ruas e os piscinões aprovados pela legislação
vigente à época. As manutenções preventivas e os serviços de reparo, como
limpeza de piscinões, caixas d’água e rede de esgoto para evitar transbordamentos e vazamentos, bem como a preservação do local, são de
responsabilidade do condomínio.

A Companhia atendeu todas as solicitações de vistoria no empreendimento e orientou os moradores sobre os serviços de manutenção e reparos que o
condomínio deve realizar. Em 2015, técnicos da CDHU foram ao bloco 17A
vistoriar e constataram que os moradores realizaram de forma inadequada a manutenção do reservatório de água do local, sem fazer a devida
impermeabilização das suas paredes internas – o que causou os vazamentos citados pela reportagem.

Em novembro de 2018, a pedido dos moradores, técnicos vistoriaram os blocos 13A e 13B e não foi constatado risco estrutural. Por conta da falta de
manutenção do condomínio nas caixas de esgoto e água, houve vazamento por baixo do piso, causando recalque no solo. Os moradores foram orientados como fazer reforma – que é de responsabilidade do condomínio. (CBN Campinas)

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