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Bancos privados concedem R$ 1 bilhão em crédito imobiliário por mês

Nas últimas semanas, os bancos entraram em um rali para ofertar taxas de
crédito imobiliário mais atraentes para os clientes. O estopim foi a decisão
do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros do país, que hoje está em 5% ao ano.

Com preço que cabe no bolso e melhora das expectativas para a economia, os três maiores bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – passaram a
conceder por mês um bilhão de reais em financiamentos imobiliários, segundo Otávio de Lazari, presidente do Bradesco, durante reunião Apimec na última quarta-feira (13).

É um produto muito importante para essas instituições não só porque se trata de crédito de longo prazo (de 30 anos), mas também porque estreita a relação entre cliente e bancos. “Um cliente tem em média 2,8 produtos do Bradesco. Quando é um cliente de financiamento imobiliário, essa média sobe para 7,6 produtos”, comenta Lazari.

Em outubro, o Itaú anunciou uma queda na taxa mínima de 8,30% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,45% e foi seguido pelo Bradesco que passou de 8,10% para 7,30%. Depois foi a vez da Caixa que cortou a menor taxa de juros de 7,50% mais TR para 6,75% mais TR. A maior taxa saiu de 9,50% mais TR para 8,50% mais TR. Santander não mexeu nos juros nessa última leva. Foi pioneiro quando em 2017 fez a primeira redução. Hoje, o patamar mais baixo é de 7,99 mais TR, definido em julho.

Sobre a possibilidade de novos cortes, Lazari diz que depende das condições de mercado

“Só que não há tanto espaço porque o spread nessa linha já é bastante
comprimido. Mas vamos aguardar movimentos de mercado. O que podemos ver é novos cortes em algumas linhas como crédito pessoal”, acrescenta. O executivo diz ainda que o banco vai oferecer financiamentos atrelados a IPCA e a juros prefixados – modalidades que a Caixa informou que vai adotar. “Só que não vamos fomentar. Teremos na prateleira e, se o cliente quiser contratar, mesmo sabendo de todos os riscos que isso implica, então fechamos negócio.”

Lazari afirma ainda que não vai mexer nos juros do cheque especial. “4,99%
(valor ao mês oferecido pela Caixa) é deficitária no Bradesco. O que
precisamos é mudar a concepção do produto, com nova dinâmica”, completa.

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