Bikes compartilhadas em condomínios são alternativa para menos carros e motos nas ruas

Até 2022, Goiânia deve chegar à proporção de um veículo automotor para cada habitante. Tendo o trânsito intenso como um fator de grande impacto na qualidade de vida, novos empreendimentos residenciais disponibilizam bicicletas para uso de seus moradores. Desde 2017, a MRV Engenharia adota a solução em seus projetos.

Tendo o trânsito caótico e o excesso de veículos automotores nas ruas como fatores de grande impacto na qualidade de vida das pessoas, grandes centros urbanos, como Goiânia, começam a repensar suas políticas públicas de mobilidade. Para se ter ideia, em menos de três anos (em 2022), a capital goiana chegará à marca de um veículo (carro ou moto) para cada habitante. A projeção foi feita a pedido do jornal O Popular aos professores e doutores em matemática Duelci Vaz e José Elmo de Menezes.

Mantendo seu projeto inicial de urbanização, datado de 1933, Goiânia possui atualmente, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO), mais de 1,2 milhão de veículos automotores para uma população de quase 1,5 milhão moradores, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que já dá uma proporção de 0,8 carro ou motocicleta por pessoa.

Soluções para o problema têm sido pensadas não só pelo poder público, mas também por setores privados, como o da construção civil. Atualmente, os modernos empreendimentos trazem alternativas que, mesmo que não resolvam todos os problemas de mobilidade, amenizam a situação, fazendo com que as pessoas fiquem menos dependentes de carros e motos. Um exemplo são os serviços de bike sharing, ou em bom português, bicicletas compartilhadas, uma tendência em residenciais lançados recentemente. A MRV Engenharia, construtora líder nacional na construção e venda de imóveis econômicos, desde 2017 entrega seus residenciais com bicicletas padronizadas para usufruto dos moradores.

A inovação vale não só para os lançamentos em Goiânia, mas também em Anápolis, cidade goiana onde a construtora atua e que já possui uma proporção de  0,7 veículo por habitante, segundo dados do Detran Goiás. “As bikes ficam à disposição dos moradores para deslocamento dentro do condomínio e nas redondezas. É uma opção sustentável para quem, por exemplo, precisa ir ao supermercado fazer uma compra rápida, levar o filho na escola, buscar um medicamento na farmácia e resolver demandas mais simples do cotidiano. Além de trazer economia, é um incentivo a práticas mais saudáveis”, explica Fernando Salomão, gestor regional de vendas da MRV em Goiás.

Em Goiânia, o mais novo empreendimento da MRV com bikes compartilhadas, o Gran Atlanta, foi lançado no último sábado (16). O residencial fica na Avenida Volta Redonda, no Jardim Novo Mundo, um dos bairros mais populosos da Região Leste. Levantamento da Prefeitura de Goiânia que leva dados do censo IBGE de 2010 mostra que o setor, com população superior a 34 mil pessoas naquele ano, já era, no início desta década, o terceiro bairro mais habitado da capital. Com tamanha quantidade de moradores no bairro, atraídos pela boa infraestrutura do Jardim Novo Mundo, Fernando Salomão acredita que as bicicletas compartilhadas ajudarão a melhorar o trânsito nas vias próximas ao empreendimento. “Se você reduz a quantidade de carro ou motos circulando nas imediações, isso já traz um grande ganho em termos de qualidade de vida para o bairro”, avalia o gestor. (Revista Qual Imóvel)

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