Legislação

Câmara de Campinas aprova aumento do ISS e tributo para construção vai subir para 5%

foto: Carlos Bassan – Os vereadores de Campinas aprovaram ontem de manhã, a toque de caixa, o projeto de lei que altera as alíquotas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), incluindo novos serviços tributados, e também o que estabelece a cobrança da taxa de lixo em imóveis rurais onde há coleta. Foram duas sessões extraordinárias na sequência, o que permitiu a aprovação tanto na primeira quanto na segunda discussão em poucas horas, restando apenas a sanção do prefeito Jonas Donizette (PSB) para que as novas legislações passem a valer já no início do ano que vem.

Tanto o PL do ISSQN quanto o da taxa de lixo foram aprovados em primeira votação com 23 votos a favor, sendo que Mariana Conti (PSOL), Carlão do PT, Pedro Tourinho (PT) e Gustavo Petta (PC do B) foram contrários e Tenente Santini e Marcelo Silva, ambos do PSD, estavam ausentes. Já na segunda votação foram mantidos os mesmos votos favoráveis, porém, Santini e Marcelo Silva uniram-se aos contrários.

Em consonância com decisão federal, a proposta do ISSQN aprovada determina que o imposto será retido na fonte na cidade onde o cliente é atendido e não onde fica a sede das empresas de planos de saúde, serviços bancários, agenciamento, corretagem, contratos de leasing, franquias e faturização. Além disso, foram estabelecidas apenas duas alíquotas, de 2% e 5%, deixando de existir as faixas de 3,5% e 4%, o que causou aumento ou redução da cobrança para determinados serviços. Enquanto serviços de informática, ensino a distância fundamental, médio e superior, parques de diversão e vales alimentação, por exemplo, sofrem a redução de 5% e 3% para 2%, construção civil, serviços em geral, recrutamento e fornecimento de mão de obra tiveram o aumento da alíquota de 2% e 3,5% para 5%.

Já o PL da taxa de lixo, além de estabelecer a cobrança em imóveis da zona rural, que atualmente não pagam, aumenta valores com aplicação de índice de inflação e nova fórmula para o cálculo que leva em consideração o volume do local onde o lixo é recolhido em vez da área e a frequência em que a coleta ocorre. Vereadores contrários pediram mais tempo para a discussão do tema, tendo sido apresentado requerimento para retirada da votação, que não foi aprovado.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) diz estar preocupada e observou que a maior parte do ISS não fica no Município em que a operadora tem sede. “Para cada R$ 100 recebidos a título de contraprestação pecuniária, a operadora de plano de saúde utiliza R$ 85,00 para custear as despesas assistenciais, sendo que, neste caso, o ISS é recolhido no Município onde efetivamente ocorre a prestação do serviço de saúde”.

Já o presidente da a Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo (Apemec), José Elias Hiss, defende a cobrança de 2%, porque o contrato é 60% de material e 40% de mão de obra. “Você tem que separar mão de obra de material, então se cobrar um valor fixo coerente você está cobrando 5% do todo”, comentou. (Correio Popular)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Precisa de ajuda?
hacklink satın al holiganbet setrabet betnano casibom casibom holiganbet casibom marsbahis casibom güncel giriş casibom casibom giriş casibom