Campinas prevê regularizar 111 das 262 áreas ilegais; cidade tem 400 mil morando em situação irregular

Com 262 bairros irregulares em Campinas (SP), a Prefeitura espera regularizar 111 áreas até 2020. Nestes locais moram cerca de 400 mil pessoas, uma população praticamente igual ao município de Piracicaba (SP). A previsão é entregar 20 mil escrituras. Uma das primeiras áreas a serem regularizadas é o Parque Oziel e Monte Cristo, onde residem 10 mil pessoas.

O mecânico de motocicletas José Gonzaga da Costa chegou há 20 anos no Oziel, e espera a regularização do seu terreno. “Ter a certeza de que somos donos, somos proprietários da terra”, afirma ele. A previsão no Oziel é que a situação se normalize em maio. O comerciante Antônio Taberna mora na região do Campo Belo. Ele adquiriu a casa onde mantém um comércio há oito anos por R$ 80 mil, mas em um contrato de gaveta, ou seja, nenhuma segurança de posse da área.

O bairro dele tem água e energia elétrica, mas não tem asfalto. Na mesma região, no Jardim Itaguaçu, a situação é um pouco pior. A energia elétrica é clandestina e a água é comunitária. Uma rede foi instalada e os moradores se juntam para pagar a conta.

O secretário de Habitação, Samuel Rossilho, disse que até 2020 só poderão ser regularizadas 111 das 262 áreas irregulares. Em relação às demais, ele afirmou que devem ser regularizadas por outros governos futuros. “Nós pretendemos deixar encaminhados, como um programa de visão de estado, não um programa de governo. Nós precisamos deixar que os outros governos tenham estas responsabilidades. Que enxergue isso como nós estamos enxergando”, disse o secretário.

Rossilho ressaltou ainda que entre os anos de 1980 e 2016 foram regularizadas seis mil unidades em Campinas. O secretário também lembrou ser lento o processo de regulamentação, que vai desde a contagem da população e medição dos lotes. Para evitar novas invasões, a Prefeitura tem investido em loteamentos populares. (G1 Campinas)

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