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Construção civil perde participação no PIB e enfrenta desafio de produtividade no Brasil

Estudo aponta queda de relevância econômica do setor

 A construção civil brasileira vem enfrentando um cenário de perda de protagonismo na economia nacional, aliado a um desafio persistente de produtividade. De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 6,4% em 2013 para 3,6% em 2024, enquanto a produtividade por trabalhador recuou mais de 20% nas últimas décadas.

Os dados revelam que, em 2024, cada trabalhador da construção gerou, em média, R$41,3 mil por ano, valor significativamente inferior ao registrado na indústria de transformação. Para a CNI, esse desempenho evidencia a necessidade urgente de modernizar processos produtivos e incorporar novas tecnologias ao setor.

Entre os principais entraves apontados estão a elevada informalidade, a baixa qualificação da mão de obra e a lenta adoção de soluções digitais e práticas de gestão mais eficientes. Em 2021, apenas 25% dos empregos na construção tinham vínculo formal, além de uma participação ainda reduzida de profissionais com ensino superior.

No cenário internacional, o Brasil também apresenta defasagem relevante. A produtividade da construção nacional corresponde a cerca de 7% do nível observado nos Estados Unidos, reforçando a necessidade de avanços estruturais para aumentar a competitividade do setor.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Como alternativa, a construção industrializada surge como uma estratégia promissora. O modelo, que transfere parte da produção para ambientes controlados, como fábricas, permite maior padronização, redução de desperdícios e ganho de eficiência na execução das obras.

De acordo com o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, o cenário exige uma mudança de mentalidade e investimento em inovação. “O setor precisa avançar em produtividade e tecnologia para recuperar sua relevância econômica e atender com mais eficiência à demanda por moradia e infraestrutura no país”, afirma.

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