CUB da construção paulista desacelera em julho, mas acumula alta de 5,06% no ano
Após fortes elevações em maio e junho, custo da construção registra avanço de 0,45% no mês
O Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção paulista registrou alta de 0,45% em julho, indicando desaceleração após os avanços de 1,24% em maio e 2,24% em junho. Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o indicador acumula aumento de 5,06% em 2026 e de 6,23% nos últimos 12 meses. Para Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp, o resultado mostra que, apesar da perda de ritmo, os custos continuam exigindo atenção das empresas.
“A desaceleração do CUB é positiva, mas o acumulado ainda demonstra uma pressão importante sobre os custos da construção. Para o setor, acompanhar a evolução dos materiais, da mão de obra e das despesas é fundamental para preservar o equilíbrio dos empreendimentos e a previsibilidade dos investimentos”, afirma o presidente da Habicamp.
Entre os componentes do indicador, os custos com mão de obra subiram 0,38% em julho, acumulando alta de 5,32% no ano e de 6,24% em 12 meses. Os materiais de construção tiveram elevação de 0,53% no mês, com avanço de 4,68% no ano e de 6,19% em 12 meses. Já as despesas administrativas cresceram 0,60% em julho, acumulando variações de 5,37% e 6,73% nos períodos de janeiro a julho e de 12 meses, respectivamente.

Com o resultado, o CUB representativo da construção paulista, considerando o padrão R8-N, chegou a R$2.231,37 por metro quadrado em julho. Nas obras enquadradas na desoneração da folha de pagamentos, o indicador também avançou 0,45% no mês. Nesse segmento, a alta acumulada alcançou 6,94% no ano e 8,15% nos últimos 12 meses, enquanto o custo médio do padrão R8-N ficou em R$2.155,74 por metro quadrado.
Entre os materiais pesquisados, os maiores aumentos em julho foram registrados pela emulsão asfáltica com elastômero para impermeabilização, com alta de 1,86%, pela placa cerâmica de 15×15 centímetros, que subiu 1,66%, e pelo aço CA-50 de 10 milímetros, com avanço de 1,28%. No acumulado de 12 meses, os destaques foram o tubo PVC-R rígido para esgoto de 150 milímetros, com alta de 15,20%, o fio de cobre antichama isolado de 750 V e 2,5 mm², que aumentou 14,46%, e o cimento CPE-32 de 50 quilos, com elevação de 12,62%.
