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Saiba as cidades com metro quadrado mais caro do Brasil

Capital capixaba ultrapassa Itapema e Balneário Camboriú no ranking do FipeZAP

Foto: Yuri Barichivich / SETUR – Vitória, no Espírito Santo, passou a liderar o ranking das cidades brasileiras com o metro quadrado residencial mais caro, superando as catarinenses Itapema e Balneário Camboriú. Segundo o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, o preço médio do metro quadrado na capital capixaba chegou a R$15.448 em julho. Itapema aparece na sequência, com R$15.403, enquanto Balneário Camboriú registrou R$15.295.

Apesar da perda da liderança, Santa Catarina continua entre os estados com maior concentração de municípios valorizados. Florianópolis ocupa a quarta posição, com R$13.461 por metro quadrado, e Itajaí aparece em quinto lugar, com R$13.301. Para Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp, o movimento reforça como fatores territoriais e econômicos podem influenciar diretamente os preços dos imóveis.

São Paulo também aparece com três municípios entre os 15 mais caros. Barueri ocupa a sexta posição, com R$12.155 por metro quadrado, seguida pela capital paulista, com R$12.099. São Caetano do Sul, com R$9.691, e São José dos Campos, com R$9.567, aparecem nas 14ª e 15ª colocações. O ranking é completado por Curitiba (R$ 11.761), Vila Velha (R$ 11.341), Rio de Janeiro (R$ 11.131), Belo Horizonte (R$ 10.676), Brasília (R$ 10.238) e Maceió (R$ 9.962).

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Entre os fatores apontados para a liderança de Vitória está a limitação territorial da capital, considerada a menor do país. A restrição na oferta de terrenos, associada à demanda de moradores e à chegada de novos residentes, contribui para elevar os valores. O diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Schwartz Borges, também cita regras mais restritivas à verticalização. Segundo ele, municípios vizinhos, como Vila Velha, Serra e Cariacica, possuem maior disponibilidade para novos empreendimentos.

Além da questão territorial, o desempenho econômico do Espírito Santo, a expansão das atividades portuárias, o comércio internacional e a valorização do café são apontados como fatores que favorecem a procura por imóveis. O aumento da migração para Vitória também contribui para a demanda, impulsionado por fatores como qualidade de vida e trabalho remoto.

Outro aspecto está relacionado à metodologia do FipeZAP: o índice considera apartamentos anunciados no mercado secundário e, em Vitória, praticamente não há empreendimentos populares dentro dos limites municipais, o que faz com que imóveis de menor valor, presentes em cidades vizinhas, não reduzam o preço médio registrado na capital.

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