Emprego na construção brasileira cresce 1,35% no 1º bimestre do ano

O nível de emprego na construção civil brasileira registrou alta de 1,35% no
primeiro bimestre do ano. Foram abertos 30.650 postos de trabalho no
acumulado de 2019. Na comparação do primeiro bimestre com o mesmo período do ano anterior, a variação é positiva em 1,05%. Na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, a variação é positiva em 1,40%. Em fevereiro, foram abertos 13.392 postos de trabalho e no primeiro mês do ano, 17.258. Ao final de fevereiro, o setor empregava 2.303.127 trabalhadores.

Ao se dessazonalizar* os dados, o emprego teria registrado alta de 0,26% em
fevereiro (5.946 postos de trabalho), e 0,01% em janeiro (152). Os dados são
da pesquisa mensal do SindusCon-SP realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.

‘Embora positivo para este início do ano, o aumento do emprego no bimestre ainda não recuperou as 85 mil vagas encerradas no setor, no último bimestre do ano passado. A retomada de atividade segue lenta, em compasso com o baixo ritmo de crescimento econômico’, afirma o presidente do SindusCon-SP, Odair Senra.

No acumulado do primeiro bimestre do ano, comparado com o mesmo período do ano anterior, o emprego na maioria dos segmentos da construção registrou queda, sendo as mais significativas: Infraestrutura (-1,94%), Obras de acabamento (-1,77%), Incorporação de imóveis (-1,66%), Preparação de terreno (-0,68%) e Imobiliário (-0,67%). As que tiveram maiores altas foram Serviços de Engenharia e Arquitetura (+7,72%) e Obras de instalação (+6,59%). Em fevereiro todos os segmentos registraram variação positiva, comparado a janeiro.

Na comparação de fevereiro com o mesmo mês de 2018, apresentaram crescimento Serviços de Engenharia e Arquitetura (+7,64%), Obras de instalação (+7,01%) e Outros Serviços (3,41%). Os demais mostraram declínio, especialmente: Obras de acabamento (-1,66%), Infraestrutura (-1,53%), Incorporação de imóveis (-1,36%) e Imobiliário (-0,15%).

Nos resultados do primeiro bimestre do ano, as regiões Centro-Oeste e
Nordeste apresentaram variações negativas.

O emprego na construção paulista no acumulado dos dois primeiros meses do ano cresceu 1,50%, resultando em mais 9.376 postos de trabalho.

Desconsiderando efeitos sazonais, teria havido alta de 0,14% (+883) em
fevereiro e queda de 0,28% em janeiro (-1816 postos de trabalho). Na
comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, a variação é de 0,65% (+4.088 empregados). Ao final daquele mês, a construção paulista
empregava de 633.822 trabalhadores.

No bimestre, todos os segmentos apresentaram altas. Na comparação com o
primeiro bimestre de 2018, apresentaram as maiores quedas os segmentos de Obras de Acabamento (-3,53%), Infraestrutura (-3,33%) e Imobiliário
(-2,39%); entre as maiores altas nesta comparação estão Obras de instalação
(7,83%) e Engenharia e Arquitetura (3,29%).

Na capital paulista, que respondeu por 42,61% do total de empregos no setor no estado, houve acréscimo de 0,63% (+1.695 vagas) no primeiro bimestre. Entretanto, houve queda de 1,42% no primeiro bimestre de 2019 (-3.884 vagas), na comparação com o mesmo período de 2018. Na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, São Paulo registrava retração de -1,28% (-3.498 vagas).

Entre as regionais do SindusCon-SP, todas registraram aumento no primeiro
bimestre, mas na comparação com o mesmo período do ano anterior, as maiores quedas no emprego aconteceram nas de Sorocaba (-3,68%) e São José do Rio Preto (-0,06%). As maiores altas ocorreram nas regionais de Santo André (8,71%), Bauru (5,38%) e Presidente Prudente (4,97%). (Investimentos e Notícias)

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