Grupos de Whatsapp geram novos conflitos em condomínios

O amplo uso das redes sociais e de aplicativos como o Whatsapp gerou diversas alterações na comunicação e também no comportamento das pessoas. Em muitos casos a criação de grupos de Whatsapp pode auxiliar no planejamento de determinadas comunidades. Porém, também pode originar conflitos. Um tipo de comunidade na qual isso passou a ocorrer com certa frequência são os condomínios residenciais.

Há síndicos ou moradores que acabam criando estes grupos para auxiliar na comunicação entre vizinhos. Porém, isso acaba gerando alguns conflitos, como explica a Especialista em Direito Imobiliário, Lessiene Caponi. “É muito arriscado pois o condômino começa a utilizar aquela ferramenta como forma de desabafo, aí ultrapassa os limites e começa a agredir o condômino e passa a caracterizar um crime, como calúnia, difamação, injúria que pode causar dano moral à pessoa que se sentir lesada”.

E este tipo de conflito muitas vezes acaba sobrando para o síndico, embora nem sempre seja competência dele intervir em determinados conflitos, como conta Elaine Correia, da Confederação Nacional dos Síndicos. “Alguns pontos o morador tem de resolver com os vizinhos, e o síndico acaba sendo mediador de conflito. Whatsapp e Facebook podem ser uma boa ferramenta, desde que haja conscientização”.

Outro ponto destacado pela Especialista em Direito Imobiliário, Lessiene Caponi, é que as deliberações e decisões tomadas em grupos de Whatsapp ou Facebook não podem ser executadas sem antes serem submetidas à assembleia do condomínio. Ou seja, uma decisão tomada exclusivamente via Whatsapp não tem valor legal.

Para tratar deste tipo de assunto, cada vez mais presente no dia a dia dos condomínios, e de outros temas relacionados a condomínios, Campinas receberá em 22 e 23 de agosto uma feira que reunirá síndicos e representantes de entidades como a Confederação Nacional dos Síndicos. A inscrição é gratuita (CBN Campinas)

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