IGMI-R aponta tendência de recuperação dos preços dos imóveis residenciais

Indicador que aponta o preço médio dos imóveis residenciais, o IGMI-R
(Índice Geral do Mercado Imobiliário – Residencial) registrou em outubro
salto de 0,26% sobre o mês anterior. O resultado representou uma leve
desaceleração frente a setembro (+0,32%), conforme cálculos da Abecip
(Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Apesar disso, a taxa acumulada em 12 meses continuou acelerando, passando dos 2,55% verificados em setembro para 2,74%. Do ponto de vista das variações acumuladas durante os primeiros dez meses do ano.

No entanto, os desempenhos individuais das 10 capitais analisadas pelo
IGMI-R/ABECIP revelam uma heterogeneidade considerável. Tomando por base a variação acumulada em 12 meses do IPCA até outubro (2,54%), São Paulo continua a tendência de recuperação dos valores dos imóveis residenciais em termos reais, agora também acompanhado (ainda que em menor intensidade) por Curitiba, Salvador e Brasília.  As demais capitais apresentam ao menos recomposição em termos nominais, tanto no acumulado em 12 meses quanto na comparação entre os primeiros 10 meses de 2019 contra 2018. Rio de Janeiro e Fortaleza foram os destaques negativos do mês de outubro, apresentando variações negativas no mês. Nos dois casos, apesar das variações acumuladas em 12 meses continuaram positivas, houve desaceleração em relação aos resultados de setembro.

Dentre as dez capitais analisadas, São Paulo é aquela onde a recuperação do
nível de atividades do mercado imobiliário residencial está mais clara. A
retomada dos preços na cidade em termos reais, ainda que lentamente,
acompanha um conjunto de indicadores ligados a aumentos de vendas e novos lançamentos nos últimos meses. Do ponto de vista macroeconômico, os efeitos positivos de quedas nas taxas de juros e de estímulos como a liberação de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já se fazem sentir em indicadores de consumo das famílias. O desempenho do setor imobiliário residencial em São Paulo poderá aos poucos se disseminar entre as demais regiões do país na medida em que o aumento da confiança de consumidores e empresários possibilite a retomada dos investimentos em geral.

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