desenvolvimentoHabitação

Lei da expansão terá prazo de 6 meses

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), vai enviar à Câmara, seis meses após a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico (PDE), projeto de lei definindo as regras de uso e ocupação do solo das áreas rurais que poderão se tornar urbanas. A definição do prazo é uma das alterações incluídas na quarta versão da minuta do Plano Diretor, ainda em elaboração mas que deve ser votado até o final do ano pelo Legislativo. Os vereadores, no entanto, querem que o texto da lei com o regramento de uso e ocupação dessas áreas chegue na Câmara junto com o projeto do Plano Diretor.

Campinas tem 150 quilômetros quadrados em zona de expansão, dos quais 60 quilômetros quadrados podem ser urbanizados — na diferença estão áreas intocáveis, como as de proteção permanente (APP), de proteção ambiental (APA). A proposta da Prefeitura é incluir na nova Macrozona de Desenvolvimento Ordenado, onde estão as áreas que passarão a integrar o perímetro urbano, terras existentes em regiões como Campo Grande, entorno de Viracopos e Barão Geraldo.

O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Carlos Augusto Santoro, disse ontem que vai tentar atender os vereadores, mas acredita que haverá dificuldade para estabelecer o regramento em prazo tão curto — Jonas se comprometeu a enviar o Plano Diretor até 30 de novembro. A lei que regulamentará o novo perímetro urbano seguirá o que está determinado no Estatuto da Cidade. Ela trará a demarcação do novo perímetro urbano, a delimitação dos trechos com restrições à urbanização e dos trechos sujeitos ao controle especial em função de ameaça de desastres naturais. Trará também as diretrizes específicas e de áreas que serão utilizadas para infraestrutura, sistema viário, equipamentos e instalações públicas, urbanas e sociais.

A regulamentação do Plano Diretor na área de expansão urbana trará também a previsão de áreas de habitação de interesse social, por meio da demarcação de zonas especiais de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, quando o uso habitacional for permitido. O projeto vai definir diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural.

Outra definição será em relação à instituição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios decorrentes do processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a coletividade da valorização imobiliária resultante da ação do poder público. Ou seja, o pagamento aos cofres públicos pela valorização da área que sair da zona rural e passar a integrar a área urbana. Nenhum proprietário de área rural será obrigado a migrar para o perímetro urbano, disse Santoro. Mas quem quiser, terá que pagar uma outorga por isso.

A pressão pela transformação de áreas rurais em urbanas em Campinas está aumentando e a Prefeitura já acumula 130 pedidos para a ampliação do perímetro urbano para implantação de empreendimentos imobiliários. Essas áreas somam 97,6 quilômetros quadrados e representam 24% do território rural da cidade.

A área urbana de Campinas, com 390,9 quilômetros quadrados, representa 49,15% da área total do Município. O processo de urbanização da cidade foi acelerado. Na década de 50, quando começou o espraiamento da cidade ao longo da Rodovia Anhanguera e do entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos, a área urbana correspondia a 5% da cidade e passou a representar 20% na década de 70. Nos anos 70, segundo levantamento da Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), foram várias as alterações de perí- metro relativas à sede do município, resultando num acréscimo de mais de 85 quilômetros quadrados passíveis de parcelamento. Isto implicou num aumento de mais de 100% da área urbana de Campinas Nos anos 80 foi instituída a zona de expansão urbana que foi incorporada ao perí- metro por lei de 1994, quando então a zona urbana recebeu mais 76 quilômetros quadrados e passou a representar 48% do território.

A última ampliação ocorreu em 2012, com o Plano Local de Gestão da Macrozona 5, que incorporou 4,4 quilômetros quadrados ao perímetro urbano. (Correio Popular)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Precisa de ajuda?
hacklink satın al jojobet casibom casibom bets10 extrabet royalbet süperbetin holiganbet casibom giriş casibom casibom matbet matbet giriş