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Mercado imobiliário de alto padrão deve se manter em alta em 2022

Apesar de ano eleitoral, inflação e juros altos, segmento não deve ser afetado e seguirá em alta

O mercado imobiliário de alto padrão não deve ter seu desempenho afetado, mesmo com alguns fatores que indicam a desaceleração do mercado até o terceiro trimestre, como juros altos, aumento da inflação e eleições. Em 2021, o segmento residencial registrou um aumento histórico de 226% em relação ao 2020, de acordo com os dados anuais do indicador da Abrainc-Fipe.

Segundo empresários e analistas do setor imobiliário, o mercado irá se manter em alta, mas menos acelerado. As expectativas são de aquisição de terrenos e lançamentos de empreendimentos, aferidas pelo pela quarta edição do Indicador de Confiança do setor imobiliário residencial. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França diz que “os indicadores mostram que os empresários esperam manter o ritmo dos negócios em vez de reduzi-lo, apesar da cautela exigida pelo momento econômico”.

Mais oportunidades

O presidente ainda diz que a expectativa de elevação dos preços dos imóveis deve aquecer o mercado, e com isso, trazer novas oportunidades. Ainda mais porque o valor do metro quadrado no Brasil está abaixo dos níveis do mercado internacional. “A tendência é de valorização, a exemplo do que ocorreu nos últimos anos em alguns importantes bairros da cidade de São Paulo. No período de dez a 15 anos, um imóvel adquirido por algo como R$ 8 mil o metro quadrado hoje está com a metragem avaliada em R$ 50 mil”, exemplifica.

Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp

“É um excelente momento para quem tem condições de investir em empreendimentos de alto padrão. O segmento teve um crescimento histórico em 2021 e seguirá firme ao longo deste ano. Com o metro quadrado brasileiro mais barato, a valorização será maior ao longo dos anos”, declara o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Efeitos da Pandemia

Existe um consenso de que a demanda por imóveis de luxo não tem tanta variação, e que o desejo por um lugar mais bonito, aconchegante, confortável e prático se manteve em alta por conta do isolamento social, na pandemia. “O que pode ocorrer, sim, é uma redução da procura por imóveis com perfil de investimento. Mas, dentro de perfil residencial com objetivo de moradia, a demanda por projetos luxuosos deverá continuar forte ao longo deste ano”, avalia o sócio-diretor da Inti Empreendimentos, André Kiffer.

Alta em outros setores

O diretor da G+P Soluções, Sylvio Pinheiro diz que também aposta na manutenção da curva de crescimento dos imóveis de luxo. Ele complementa dizendo que esse segmento do mercado segue em alta em todo mundo, e não somente na parte de imóveis. “O mercado de luxo tem crescido no mundo inteiro em todos os setores. De bebidas a carros, de roupas a mansões, o mundo nunca consumiu tanto. Entendo que o mercado imobiliário continuará a crescer no Brasil”, conclui.

Demanda alta em 2022

Com o crescimento de 226% em 2021, os lançamentos de residenciais de médio e alto padrão (MAP) somaram 64.505 unidades. Já em relação as vendas, foram comercializados 27.397 imóveis, 21% a mais do que em 2020. Os empreendimentos devem continuar sendo lançados em 2022. Os dados apurados entre 20 de janeiro e 13 de fevereiro, junto a 55 empresas construtoras e incorporadoras, mostram que no quarto trimestre do ano a demanda geral da procura de imóveis foi mantida após leve recuo no período anterior.

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