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Preço médio do aluguel no País já recuou 3,8% em 12 meses

Ainda prejudicado pelo enfraquecimento do mercado imobiliário e o ambiente instável, o preço do aluguel de imóveis residenciais no País teve queda real de 3,89% nos últimos 12 meses encerrados em junho, ante ciclo anterior, segundo o Índice FipeZap.
O resultado lança luz à rentabilidade do setor, que tem visto o reajuste de preços ficar abaixo da inflação, caracterizando queda real nos valores cobrados pelos proprietários. Segundo o indicador feito pelo portal Zap Imóveis e a Fipe, entre janeiro e junho, o preço do aluguel registrou alta de 0,47%, em face a inflação acumulada girando em torno de 1,18% no mesmo período. Na passagem de maio para junho, houve retração de 1.12%. “Entre as cidades que acompanharam esse recuo no preço médio da locação, a variação foi mais intenção em Fortaleza (-1,33%) Goiânia (-1,28%) e Rio de Janeiro (-1,10%)”, detalha o informe. Na outra ponta, algumas cidades apresentaram ligeira alta na passagem de maio para junho, com destaque para Florianópolis (+1,26%), São Bernardo (+0,79%) e Curitiba (+0,56%).
Em junho, o valor médio do aluguel de imóveis nas 15 cidades monitoradas pelo indicador foi de R$ 28,65 por metro quadrado (m²). Entre as cidades com menores preços aparecem Goiânia (R$ 15,01), e Fortaleza R$ (16,33).Entre as mais valorizadas, São Paulo desbancou o Rio de Janeiro, e hoje tem o metro quadrado para locação mais caro do Brasil (R$ 35,83). Na sequência aparecem a capital fluminense (R$ 33,79) além do Distrito Federal (R$ 29,52).
São Paulo – Segundo indicador de locação de residenciais novos, apurado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (SecoviSP) a capital paulista acumula queda de 0,6% no valor dos contratos em doze meses até junho, sobre o período anterior.
O resultado se deu após o sexto mês do ano apontar para uma redução de 0,05% no preço dos novos contratos, em um ciclo que acompanha a baixa do mercado imobiliário. Apesar da retração continua, a menor força do encolhimento pode ser considerado um avanço. “Os números demonstram que, aos poucos, o mercado de locação está reagindo positivamente. A perspectiva é de melhora gradual nas variações mensais, ainda neste segundo semestre “, afirma por meio de nota o vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Rolando Mifano.
A variação em 12 meses fica em linha com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), medido pela Fundação Getúlio Vargas, que ficou em -0,78% no mesmo período.
No período analisado, a garantia mais utilizada pelos inquilinos foi o fiador, responsável por 46% das locações efetuadas. O Índice de Velocidade de Locação, que avalia o número de dias que se espera até a assinatura do contrato de aluguel, indicou período de ocupação entre 17 e 44 dias.
Contrastando com os demais indicadores, ontem a imobiliária Lello apontou que número de novos contratos de locação residencial na cidade de São Paulo cresceu 9% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado. O impulso se deu, segundo a imobiliária, em função da maior disposição do proprietário em negociar preços. “Há muitas ofertas disponíveis, e por isso o momento é bastante propício para quem deseja alugar um imóvel, porque os proprietários estão cada vez mais dispostos a negociar, sejam valores ou mesmo as condições do contrato de locação”, diz Roseli Hernandes, diretora de Locação da Lello Imóveis
Conforme o levantamento, caiu 11,1% o tempo médio de vacância dos imóveis disponibilizados para locação, que no primeiro semestre de 2016 era de 135 dias e passou para 120 dias nos seis primeiros meses deste ano. (DCI)

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