Projeções da Habicamp para o mercado imobiliário residencial em 2022

Para seguir com bons resultados, agentes do mercado buscarão alternativas não comuns com a economia freada

Um dos mercados mais relevantes e que movimenta grandes investimentos e recursos, é o mercado imobiliário residencial, ainda mais no Brasil, onde grande parte da população nutre o sonho da casa própria. Prova disso é a quantidade de crédito aprovada de junho de 2020 até aqui. De acordo com dados do Banco Central (BCB), no período até novembro de 2021 foram concedidos 50% a mais de crédito imobiliário para pessoas físicas.

Em dados computados junto com a Fipe registraram em setembro grandes cidades mostrando aumento de mais de 20% em transferência de imóveis no período de 12 meses.

QUESTÕES DE CONTRATO

O IGP é o principal índice de ajuste dos aluguéis, chegou a alcançar a marca de 37% em 12 meses, mas já está a caminho da normalidade. Com isso, tiveram diversas negociações e quebras de contrato, que movimentaram o mercado para proprietários e inquilinos.

A taxa Selic também foi um fator, já que registrou aumento e com isso impactou o aumento da concessão de créditos, pressionando as taxas de juros deste tipo de transações. Beneficiando a escolha do aluguel, para que conta com o privilégio de ter uma renda e poupança que o permite escolher entre financiar ou alugar um imóvel.

FATOR PANDEMIA

Com o home office cada vez mais comum, decisões a respeito de repensar a moradia começaram a ser tomadas com mais frequência. Além disso, impactando a atividade econômica e abrindo espaço para menor inflação e queda da Selic.

E em 2022?

Neste novo ciclo em 2022, terá o empecilho de pela menos em boa parte do ano, deterioração do cenário macroeconômico de curto prazo em razão da escalada da inflação (IPCA), e de médio prazo, em decorrência da indefinição da agenda fiscal, atrelado ao fator de ser ano eleitoral. Porém, herda pontos positivos de 2021.

Mesmo com o fim da pandemia, o home office ainda seguirá forte neste ano, aliado à força do e-commerce e de ferramentas digitais para vários serviços irão impactar na reconfiguração de Regiões Metropolitanas. Ou seja, quem atende esse público que se desloca menos ao trabalho terá bons resultados.

Porém, nem todos terão essa chance, empurrando as taxas do cenário macroeconômico para o céu. Por isso, o setor imobiliário deve ter uma desaceleração no nível de atividade, apesar de não haver previsão de queda.

Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp

Os agentes do mercado imobiliário, que contam com a macroeconomia como um freio, deverão utilizar meios não convencionais para manterem os resultados. Em 2022, as perspectivas são de crescimento do valor transacionado no mercado de locação em relação a 2021, configurando uma possível melhora para enfrentar a piora das condições macroeconômicas.

“Felizmente viveremos um cenário fim ou reta final da pandemia em 2022, ou seja, oportunidades seguirão aparecendo mesmo diante das naturais dificuldades do mercado. Basta sermos pacientes e astutos para agarrarmos as melhores oportunidades”, declara o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

INFLAÇÃO

A inflação dos aluguéis deve manter os mesmos 3% de média de 2021, caso o IPCA de fato caia, como é previsto. Oferecendo um cenário do desempenho real do aluguel que deva ser melhor em 2022.

Portanto, não importa a estratégia adotada neste ano, ela deve ser meticulosamente calculada. Apesar da situação macroeconômica não ser das melhores, o mercado imobiliário é mutável e sempre é possível aproveitar as deixas deixadas por ciclos e momentos anteriores.

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