Realidade virtual chega aos projetos de arquitetura e decoração

Dúvidas, insegurança e ansiedade. Esses sentimentos, juntos ou separados, sempre são vividos por quem inicia um projeto, seja ele de arquitetura, interiores ou decoração. Essa situação é comum e até esperada, principalmente porque a grande maioria dos clientes dessas áreas não tem conhecimento profissional do assunto. Com isso, fica difícil imaginar, em detalhes, como ficará um cômodo ou uma residência toda. Mas a tecnologia, que tem dado sua contribuição a diversos setores, também já chegou para ajudar quando o assunto são projetos. E, entre seus recursos, estão os óculos de realidade virtual.
“Os óculos criam uma forma totalmente diferente de entender os projetos”, comenta a arquiteta e designer de interiores Manoela Lustosa, que já começou a usar o equipamento para mostrar, em detalhes, seus projetos aos clientes. “Um ano atrás esse equipamento tinha um custo muito alto. Hoje, já se tornou mais acessível”, diz. Segundo a arquiteta, o primeiro grande avanço aconteceu quando as imagens — antes estáticas, que apareceram há uma década, já revolucionando as simples plantas no papel — passaram a ser movimentadas em 360º, o que começou no mercado há cerca de dois anos.
E, com os óculos, essas mesmas imagens agora podem ser vistas com a sensação de estar dentro do ambiente — a chamada realidade virtual. “Os clientes conseguem sentir o ambiente e falam como se estivessem no local, chegam a ter a sensação de que vão pegar coisas.”
A sensação de estar no ambiente é algo que impressiona os clientes. Para quem vai construir ou reformar, ela ajuda a perceber, na prática, como ficarão os cômodos e os espaços. Isso porque, conta Manoela, os programas permitem que o óculos reproduzam exatamente as metragens da obra, o que facilita o debate sobre a funcionalidade dos cômodos e não somente detalhes estéticos destes. “É impressionante a possibilidade de se ver dentro da própria casa antes da obra. É uma sensação muito boa”, comentou Marcelo Teixeira, que foi apresentado a um projeto, de reforma e ampliação da sua residência, com a ajuda do óculos.
Para ele, foi impossível não comparar a atual realidade com a de décadas atrás — quando, lembra, a planta de sua primeira casa foi feita no papel, com nanquim. “O 3D já surgiu como algo fantástico. E agora essa tecnologia chega para ajudar.”
Além do sentimento de estar presente, Manoela Lustosa reforça que a novidade ajuda as pessoas a entender melhor os detalhes, os espaços, a tirar dúvidas. “O cliente se emociona, porque alguns não acreditam que a casa possa ser daquela forma. É um meio de acelerar esse processo, se transportar para meses à frente, quando a obra ficará pronta.” “É muito mais fácil dar uma opinião quando a gente realmente está de pé no centro do cômodo. A ideia fica muito mais clara.” (Obra 24h)

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