Remoções de famílias por obras aumentam em 64% o número do auxílio-moradia em Campinas

As remoções de famílias por causa de obras do Corredor BRT, do PAC e do
programa de regularização fundiária, em Campinas (SP), foram responsáveis
pelo aumento do 64% no número de beneficiários do auxílio-moradia, de acordo
com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab).Em janeiro, o número de
famílias atendidas pelo benefício era de 625. Em novembro, são 1.027.

Segundo a Sehab, o auxílio-moradia emergencial de R$ 570 é pago mensalmente
“como forma de auxílio às famílias atingidas por situações de calamidade,
removidas por habitarem áreas de risco eminente ou devido à obras do poder
público.”

“Sua concessão é realizada apenas por demanda interna da Secretaria de
Habitação ou analisada a pedido de órgãos da Prefeitura”, explica a pasta.

Ao longo do ano de 2018, os maiores aumentos foram registrados em fevereiro,
com a remoção de famílias da Ocupação Joana D’arc, e novembro, quando
famílias foram removidas de área perto da linha férrea na Vila Francisca.
Segundo a prefeitura, a retirada precisou ser feita para “regularizar o
bairro”. [veja gráfico acima]

A evolução no número de benefícios é ainda maior se comparado com os dados
de dois anos atrás. Em dezembro de 2016, o programa tinha 337 pessoas
cadastradas, 67% menos que o registrado em novembro de 2018.

Déficit habitacional

O aumento do número de cadastrados no auxílio-moradia expõe ainda mais o
déficit habitacional do município. Em um ano, a fila da Cohab-Campinas
“cresceu” de 36 mil para 40 mil pessoas.

Segundo a pasta, além de parte das famílias removidas entrarem na fila de
espera, a chegada de novos moradores à cidade explica o aumento da lista em
busca de uma casa própria. (G1 Campinas)

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