Saiba mais sobre a implementação de programa de incentivo a criação de micro e pequenas empresas (MPE) em Campinas

Paulo Gaspar
Vereador Paulo Gaspar

O Vereador Paulo Gaspar solicitou um estudo para implementação de programa de incentivo a criação de micro e pequenas empresas (MPE) ao Prefeito de Campinas, Dário Saadi. Segundo Gaspar, é importante incentivar a criação de novas micro e pequenas empresas em Campinas e de políticas que melhorem os índices de sobrevivência no primeiro ano de sua constituição.

“A cidade de Campinas passa por uma das mais graves crises de sua história em razão da pandemia provocada pelo Coronavírus. Além disso, as medidas de restrição adotadas pelos governos estadual e municipal visando a proteção do sistema de saúde, impactaram fortemente a criação de micro e pequenas empresas (MPE) na cidade. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, as MPEs são responsáveis pela geração de 52% dos empregos com carteira assinada criados no Brasil. Por isso, elas precisam receber incentivo”, explica.

Segundo o Vereador de Campinas, a retomada da atividade econômica depende da vacinação da população e da construção de políticas públicas que visem aumentar a oferta de vagas de emprego formal à população.

“O índice de mortalidade destas empresas no primeiro ano é de 18,5% de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE e nos dois primeiros anos o índice é de 23,7% pela pesquisa realizada pelo Sebrae, ou seja, após o primeiro ano 1 em cada 5 MPEs é fechada. Por isso, peço que a administração municipal realize estudos para implementação de programa de incentivo a criação de micro e pequenas empresas (MPE) com a concessão de isenção do Imposto Sobre Serviços Sobre Qualquer Natureza – ISSQN, no primeiro ano de constituição destas empresas”, finaliza Paulo Gaspar.

Confira um bate-papo exclusivo com o Vereador sobre os negócios em Campinas.

Na sua opinião, como está a economia de Campinas neste momento de pandemia?

Paulo Gaspar: “Infelizmente, não só em Campinas mas em todas as grandes cidades a situação para quem exerce atividades não essenciais é desastrosa. Como os setores de atividades artísticas e de transporte público e aéreo, serviços de alojamento, hotelaria, eventos e de alimentação como bares e restaurantes.
No geral toda a indústria e o comércio foi afetado, shoppings centers, escolas particulares e o setor de serviços em geral entre outros. Por outro lado, os setores que trabalham com serviços essenciais como supermercados, padarias, farmácias e outros estão indo muito bem. As empresas que trabalham com tecnologia da informação como plataformas digitais cresceram em ritmo exponencial e também empresas de delivery, como o Ifood, e de comércio eletrônico”.

Você acredita que a cidade de Campinas receberá mais empresas por conta da pandemia?

Paulo Gaspar: “Campinas ocupa a posição de 11° maior PIB entre as cidades brasileiras, e mesmo com a pandemia, continuará atraindo empresas principalmente no setor de comércio e serviços. Claro que se compararmos com o período anterior à pandemia esses números desabam”.

Como a prefeitura de Campinas pode incentivar a chegada de novas empresas e aumento de empregos?

Paulo Gaspar: “Antes de tudo é preciso garantir a vacinação para a maior parte da população e uma relativa normalidade no atendimento médico hospitalar. Além de depender dos repasses estaduais e federais para equilibrar suas contas, Campinas precisa diminuir seu custo per capita, através de uma política de incentivos
fiscais como a flexibilização do pagamento dos débitos e a aprovação de um Refis. Também é necessário desburocratizar ao máximo a abertura, a manutenção e o fechamento de empresas, principalmente as micro e pequenas que são as responsáveis pela maioria dos empregos gerados e finalmente reduzir as alíquotas de ISS e IPTU para gerar um mercado mais competitivo e sustentável economicamente falando”.

 

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