Selic sobre para 10,75% ao ano com aumento de 1,5%

Ao elevar a taxa básica de juros, a meta do Banco Central é reduzir a inflação para 2022 e 2023

Nesta quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou uma alta de 1,5% na taxa básica de juros. Com isso, a Selic passou de 9,25% para 10,75% ao ano. Foi o oitavo aumento seguido após ter tido o menor patamar da história, 2% ao ano no período de agosto de 2020 até março de 2021.

Será a primeira vez desde maio de 2017 que o Brasil terá juros básicos de dois dígitos. O comitê ressaltou que uma reversão nos preços das commodities internacionais em moda local poderia ajudar a ter um recuo da inflação.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o Comitê avalia que a incerteza em relação ao arcabouço fiscal segue mantendo elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação e, portanto, a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário de referência”, diz a nota do Copom.

Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp

“É um movimento que já era esperado e havia sido projetado por todo o mercado. Por isso, cabe a nós agora nos adaptarmos para aproveitar os benefícios de uma inflação menor”, declara o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

A Inflação

Com o aumento da Selic, o Banco Central demonstra que tenta trazer a inflação para dentro do esperado em 2022 e 2023, que são de 3,5% e de 3,25% ao ano, respectivamente, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Projeções

Principal ferramenta do Banco Central para o controle da inflação, a taxa Selic fechou 2021 em 10,06%, ficando acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para este ano, a projeção é que fique acima novamente. O plano é de 5%, mas a tendência é que chegue a 10,15%.

Frequência menores

Foi a primeira reunião do ano, o Copom disse que irá continuar com a ideia de reduzir a inflação elevando a Selic. Porém, as reuniões devem acontecer com menos frequência e aumentos menores.

Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros.

O Banco Central destaca que os próximos passos da política monetária podem ser adaptados para ter certeza da convergência da inflação. Dependendo do avanço da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

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