Campinas encerra 2019 com alta de furtos e roubos em condomínios, diz SSP

Um levantamento informado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, obtidos pela Lei de Acesso à Informação, mostrou que o número de furtos e roubos em condomínios de Campinas (SP) aumentou no ano passado em comparação com 2018. Os roubos tiveram alta de 60% de um ano para outro, enquanto os furtos subiram 12,7% no mesmo período.

Insegurança

Nem as câmeras de monitoramento, controle de acesso e a portaria 24 horas inibem os ladrões de agir. Em dezembro de 2019, as câmeras de um condomínio de alto padrão no Jardim das Palmeiras registraram a ação de um homem suspeito de furtar uma casa. Segundo a polícia, ele utilizou um cartão para liberar a cancela e entrar no local, às 12h13.

O homem levou 64 itens da residência, entre eles joias da família e do casamento, bolsas, relógios, óculos, canetas doadas pelo avô e outros produtos de marca. Um boletim de ocorrência foi registrado, mas segundo a dona da residência, que não quer se identificar, nenhum objeto foi recuperado e ninguém foi preso.

“Chegamos em casa e o portão da lateral estava aberto. Quando entramos, todas as coisas da casa estavam reviradas. Pelas imagens, parece que foi oportunismo, que ficaram olhando as casas mais fáceis de entrar ou que estavam vazias. Nós estimamos um prejuízo de R$ 115 mil”, conta.

A vítima acredita que o furto foi resultado de uma falha na segurança do condomínio. Após o furto, os proprietários da residência investiram em sistema de segurança, instalando alarmes e câmeras na casa.

“Mesmo com o cartão, o porteiro confere a foto e o carro vinculado para abrir a cancela tanto na entrada quanto na saída. Foi negligência do condomínio. Escolhemos um condomínio, mesmo tendo um custo mais alto, pela segurança e ficamos desprotegidos. Depois, tivemos um gasto extra com segurança em casa, o alarme não fica desligado nunca. Mesmo assim, a gente não tem a mesma tranquilidade”, disse.

Concentração de renda

De acordo com o especialista em segurança Adalberto Santos, mesmo que os condomínios tenham muros altos e cercas eletrificadas, os moradores não devem se descuidar só porque estão em um ambiente que consideram seguro. Nos condomínios há concentração de renda, por isso também são considerados atrativos para a prática desses crimes.

“Quando esse atrativo se torna vulnerável, vira oportunidade para criminosos. O condômino é o personagem principal da segurança. Ele precisa respeitar as normas e procedimentos do condomínio. Não deixar a porta da casa aberta, a chave no carro, não deixar bens de valor na garagem, mas sim agir como em qualquer outro lugar”.

Santos explica também que a capacitação dos responsáveis e a tecnologia devem estar sempre atualizadas.

“Os condomínios se limitam a utilizar ferramentas de segurança muito amadoras. A criminalidade está evoluindo e o nível de segurança também tem que evoluir. A portaria tem que ter infraestrutura para um fluxo planejado, tecnologia com alarmes perimetrais, câmeras de bom nível pra gravar e verificar em tempo real, boa empresa de segurança, coordenação na parte de norma e procedimentos de segurança, além de um quadro humano bem treinado”, explica.

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