construção civil

Construção civil desacelera geração de empregos, mas mantém relevância na economia

Setor abriu 12 mil vagas formais em maio, abaixo do resultado do mesmo mês de 2025

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil – A construção civil registrou desaceleração na geração de empregos formais em maio. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor abriu cerca de 12 mil postos de trabalho no mês, resultado inferior às 16,6 mil vagas criadas em maio de 2025. No acumulado de 12 meses até maio, foram gerados 91 mil empregos, também abaixo dos 98,7 mil registrados no período anterior.

O comportamento foi desigual entre os estados. São Paulo encerrou maio com saldo negativo de 688 empregos formais na construção, embora o resultado tenha sido menos intenso que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando 983 postos foram fechados. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Roraima, Alagoas e Rio Grande do Norte também apresentaram redução no número de trabalhadores do setor.

A desaceleração também aparece nos resultados de grandes centros urbanos. Na capital paulista, o saldo entre admissões e desligamentos na construção foi de apenas 43 trabalhadores em maio, próximo ao desempenho observado em maio de 2025, quando o setor registrou saldo positivo de 57 vagas.

Segundo a Sondagem da Construção do FGV IBRE, o movimento está relacionado principalmente à perda de ritmo da atividade desde dezembro. O levantamento também aponta que a escassez de mão de obra continua sendo o principal fator a limitar a expansão dos negócios, afetando inclusive a contratação de trabalhadores sem qualificação específica.

O ambiente de negócios permanece de cautela entre as empresas do setor. Em junho, a pesquisa apontou recuo nos indicadores relacionados à situação atual dos negócios, à carteira de contratos e à demanda prevista, enquanto o índice de tendência dos negócios apresentou leve melhora. Apesar das dificuldades, a construção civil continua desempenhando papel importante no mercado de trabalho brasileiro.

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Em maio, o setor foi o segundo maior gerador de empregos formais do país, respondendo por 16,5% dos 72,9 mil novos postos criados nacionalmente. Ao final do mês, a construção empregava cerca de 3,1 milhões de trabalhadores.

Para o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, o cenário reforça a necessidade de medidas que estimulem a atividade: “A desaceleração das contratações mostra que o setor enfrenta um momento de maior cautela, mas sua importância permanece evidente. É fundamental fortalecer o ambiente de investimentos, ampliar a qualificação profissional e criar condições para sustentar a geração de empregos e o desenvolvimento da construção civil.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Precisa de ajuda?