Desemprego na RMC é de 12,2%

O número de desempregados na RMC (Região Metropolitana de Campinas)
corresponde a 12,25% da população economicamente ativa, de acordo com
pesquisa divulgada pela Acic (Associação Comercial e Industrial de
Campinas). A cidade com maior percentual de desempregados é Paulínia, com
18,98%. Apesar do saldo de admissões e demissões ser positivo na RMC, entre
as 20 cidades, seis mais demitiram do que contrataram no primeiro semestre
de 2018. São elas: Indaiatuba, Jaguariúna, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia
e Santo Antonio de Posse. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados).

De janeiro a junho deste ano, o saldo de empregos em Indaiatuba foi negativo
em 1.799 vagas, a pior marca registrada na RMC. De acordo com dados da Acic,
o índice de desemprego na cidade corresponde a 10,11% da PEA (População
Economicamente Ativa).

Jaguariúna perdeu 643 postos de trabalho, com o desemprego em 12,64%. Em
Morungaba, 121 vagas foram fechadas, desemprego em 18,32%.

Em Paulínia, o saldo foi negativo em 409. A cidade também lidera a RMC no
índice de desemprego: 18,98%.

De acordo com o economista da Acic, Laerte Martins, as cidades que fecharam
o semestre com salgo negativo possuem algumas características em comum. “De
modo geral, todas elas tem atividade na indústria, nos serviços e no próprio
comércio, basicamente, além do agronegócio. (…) De modo geral, nesses
segmentos, você tem o impacto da crise. Aí realmente o nível do emprego não
ajuda. O pessoal está demitindo e não está vendendo. Essas cidades tem um
relacionamento bastante próximo entre esses segmentos, mas o que mais se
destaca na região é a indústria”, afirmou.

No caso de Paulínia, o economista cita que as principais “forças” da cidade
estão afetadas, que é a área química e petroquímica.

“Estão impactando ainda mais, especialmente por causa da crise que se deu em
maio com a greve dos caminhoneiros. Tudo isso causou um impacto e prejudicou
bastante essas cidades. (…) Um outro fator que também ajuda nessa
distorção é o nível de emprego. Esperava-se reação muito positiva, mais do
que o dobro do que estamos tendo hoje. Mas não aconteceu e o setor que está
mais afetado é exatamente da empregabilidade”, disse Martins.

A perspectiva é de uma lenta recuperação. “Imagino que vamos tentar
recuperar alguma coisa, mas não dá pra dizer que vai virar o jogo”, apontou.
(Jornal Todo Dia)

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