Edifícios com certificações de saúde e bem-estar são foco dos moradores

Além da sustentabilidade, espaços que garantem qualidade de vida, saúde física, mental e social ganham força com a pandemia

 

Atualmente, saúde e bem-estar são pautas cada vez mais em alta e se aplicam a todos os segmentos, inclusive o mercado imobiliário, especialmente em um cenário de pandemia, em que as pessoas passam ainda mais tempo dentro de suas casas. Com as mudanças causadas pelo cenário, edifícios agora prezam, além da sustentabilidade, por espaços saudáveis para melhorarem a saúde física e mental.

De acordo com uma pesquisa realizada pelas empresas internacionais Bentall GreenOak, Center for Active Design e United Nations Environment Programme Finance Initiative, 92% dos investidores imobiliários esperam o crescimento de edifícios saudáveis nos próximos três anos, e 86% pretendem implementar políticas de saúde e bem-estar em suas empresas.

Francisco de Oliveira Lima Filho, presidente da Habicamp

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, explica que esses hábitos devem permanecer e transcender como tendência. “O morar bem é uma prioridade e precisa estar conectado com todas as necessidades do ser humano, inclusive com a saúde física e mental”, explica.

 

QUALIDADE DO AR

Entre as melhorias das instalações, uma das grandes preocupações é qualidade do ar, portanto o investimento em sistemas de ventilação e filtragem, controle da umidade relativa do ar entre 40% e 70% e uso de novas tecnologias são parâmetros essenciais para garantir a biossegurança.

 

CERTIFICAÇÕES

No embalo das mudanças, certificações específicas também vêm ganhando mais interesse, caso da Well e Fitwell, por exemplo. Em 2014, o selo Well tinha 49 registros, em 2021, já são mais de seis mil. O selo contém dez tópicos de validação: ar, água, nutrição, iluminação, movimento, conforto térmico, som, materiais, comunidade e mente. Enquanto o Fitwell já soma mais de 2,4 mil projetos registrados em 40 países.

Já o Well Health-Safety Rating, foi lançado em 2020 durante a pandemia, com foco em estratégicas para uma ocupação segura dos espaços em que tem construção. Focando em políticas operacionais protocolos de manutenção e planos de emergência e diversas estratégias. O módulo vem sendo aplicado em edificações de grande e pequeno porte, seja comércio, escritório, consultórios médicos e instituições de ensino.

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