Em 5 anos, 143 pessoas morreram em acidentes de trabalho em Campinas

Entre 2012 e 2017, 143 trabalhadores morreram em Campinas vítimas de acidentes de trabalho. No mesmo período, foram 30.740 comunicações desse tipo de ocorrências e também doenças ocupacionais. Os dados são do Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho.
Sérgio Médici de Eston, coordenador do curso Engenharia de Segurança do Trabalho da USP, reforça que há necessidade de uma mudança cultural para reverter esses números, o que demanda tempo.
O próprio professor ressalta que há empresas preocupadas com cenário e que de fato investem na segurança do trabalho, mas se trata de uma minoria.
Alguns dados, no entanto, chamam mesmo atenção. Ironicamente, a maioria dos acidentes de trabalho que ocorreram em Campinas foi em estabelecimentos hospitalares, com 2,7 mil casos. Depois, aparecem as instituições de ensino superior, coleta de resíduos não-perigosos e serviços de bufê. Já os segmentos que mais geraram afastamentos foram os restaurantes, transporte rodoviário de carga, comércio de materiais de construção e limpeza de prédios e domicílios.
Sérgio Médici de Eston cita o exemplo da Samarco para destacar a importância de se investir em segurança.
No Brasil, um brasileiro morre vítima de acidente de trabalho a cada 4,5 horas, de acordo com levantamento desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). Trabalhadores do setor de transporte rodoviário lideram essa lista e entre eles a maioria das vítimas são homens entre 30 e 34 anos. A média anual é 700 mil caos. Os estudos também apontam que por ano, o Brasil perde em média 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes da falta de segurança nesses ambientes. (CBN Campinas)

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