Estudo da FGV aponta crescimento do home office após a pandemia

O trabalho em home office é uma prática comum adotada por empresas no exterior há mais de cinco anos. No Brasil, a adoção dessa nova forma de trabalho à distância ganhou relevância com a chegada da pandemia e o isolamento social para conter a propagação do Covid-19. Com a Quarentena,
empresas se viram obrigadas a transferir de seus funcionários do ambiente de trabalho para suas casas, realizando verdadeiras “operações de guerra” e investindo na montagem de infraestrutura remota.

A disseminação do home Office no Brasil esbarrava, até então, em duas questões principais: de cunho cultural e jurídico, uma vez que as empresas tinham, e ainda tem, grande insegurança jurídica em relação às possíveis futuras reclamações trabalhista, mesmo que trabalhar em casa seja um desejo do funcionário.

A pandemia de coronavírus está derrubando estas barreiras no Brasil. É que mostra o estudo “Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade redefinida e os novos negócios". A pesquisa realizada por André Miceli, coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento aponta um crescimento de 30% do home office no Brasil após a pandemia. E sugere que líderes sejam encorajados a revisar seus processos internos, pensarem, testarem e compreenderem que a tecnologia é, "cada vez mais, um ativo humano".

O trabalho do professor da FGV traz como exemplos o e-commerce e o ensino a distância, que em geral, devem crescer 30% e 100%, respectivamente. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que trabalhar
em casa ou até mesmo em outros espaços, como o coworking, cresceu 21,1% entre os anos de 2017 e 2018.

Em seu estudo, Miceli diz que, em momentos de instabilidade, como o da atual pandemia, é preciso ser flexível com estruturas e modelos corporativos para prosperar. E sempre ter em mente os benefícios que esse modelo de trabalho
trazem para o empregador, como aumento entre 15% e 30% na produtividade do colaborador.

“Todos os levantamentos que temos mostram que a produtividade aumenta no mínimo 20%. Há elevação significativa, também, no grau de confiança entre as
duas partes. Os gestores percebem que o subordinado não precisa ser supervisionado para ser produtivo. Há um amadurecimento na relação de trabalho”, diz ele.


CUIDADOS COM OS MÓVEIS E A SAÚDE

Ao mesmo tempo em que o trabalho em casa tende a se intensificar, as pessoas devem estar atentas ao ambiente doméstico e ao espaço reservado ao trabalho.
Estes cuidados são fundamentais para manter o ritmo do trabalho e produtividade e evitar doenças decorrentes da má postura, que começa com o móvel.

Segundo Milton Gadioli, diretor comercial da Tokstil Móveis Planejados, empresa com mais de 16 anos de mercado e especializada na produção de equipamentos para escritórios de pequenas, médias e grandes empresas, é importante que a pessoa observe o seu local, a mesa utilizada para o
trabalho e a cadeira, dentre outros. “Muitas vezes usamos equipamentos incorretos por falta de conhecimento e desatenção e isso traz consequências como dores nas costas, pescoço e cabeça, que afetam nossa saúde e desempenho profissional”, alerta.

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