Artigo: Núcleos de Condensação Urbana – Uma Proposta de Planejamento

“explosão urbana” da RMC
Prof. Carlos Alexandre Silva

Neste artigo, o Prof. Carlos Alexandre Silva, especialista em Eco Urbanismo e vice-presidente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Habicamp, fala sobre a explosão urbana da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Saiba mais abaixo!

Campinas é senão o principal município da “Conurbação de nossa Região Metropolitana” , resultado de um processo de “explosão urbana”, que nasceu de forma errática ao longo de corredores, núcleos estruturados e manchas, das estradas, caminhos e arruamentos além do traçado ferroviário e rodoviário.

Adições sucessivas de edifícios ou pequenos conjuntos as margens ou vazios dos núcleos existentes; reforço, por alargamento, das estruturas axiais: surgimento de novas frentes urbanas  onde dominam loteamentos de grande dimensão – caracterizam as variantes de tendências da recente urbanização difusa e dominante quase exclusivamente residencial.

Tal fragmentação urbana se limita tão somente pelas fortes descontinuidades, reservas agrícolas, ecológicas, áreas florestais, estas ocupando grandes áreas contíguas, além das  servidões administrativas.

Pelo âmbito do planejamento urbano, poderíamos objetivar a construção de uma proposta de estruturação a partir do padrão de urbanização já existente, analisar os “Núcleos de Condensação Urbana”, destacando o sistema de eixos e núcleos urbanos com importância funcional e concordância com as principais infra estruturas de mobilidade – vias rodoviárias e estações ferroviárias – e considerando as densificações mais evidentes.

Adotar uma estratégia de intervenção prioritária na qualificação desse sistema de “âncoras” de estruturação da urbanização difusa, densificando-as, reforçando a qualidade de suas funções – comércio, serviços, equipamentos públicos, combinarmos políticas de caráter intensivo( nos núcleos de condensação mais importantes) e extensivo ( dotação de infra estrutura de saneamento, proteção de espaços agrícolas e florestais, constituindo a base ecológica municipal, definindo-se ainda a mobilidade), explicitando as linhas de força herdadas pelas dinâmicas de urbanização pré-existentes.

A Habicamp, cumprindo seu papel sócio- econômico e ambiental, vem contribuindo através de sua representatividade setorial, com efetivas atividades e compartilhamento de conhecimento, tecnologia e governança corporativa empresarial, em consonância aos indicadores apontados pelos Conselhos, como: CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano), CONCIDADE (Conselho Cidade da Campinas Concidade), CONDEMA (Conselho Municipal de Meio Ambiente), CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campinas), JRT (Conselho Junta de Recursos Tributários), COGEAPA (Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas) e Conselho Gestor do Parque Linear do Capivari . Trabalha arduamente catalisando preposições  que combinam parcerias e convênios públicos privados junto a gestão administrativa de Campinas e Região Metropolitana, sempre objetivando promover um processo virtuoso das relações institucionais de nossa sociedade.

Apontamos aqui, subsídios que embasam conceitos de ecourbanismo, e entendemos que esta posição é muito séria, permite uma reflexão importante sobre o papel do setor habitacional no processo de desenvolvimento sustentável de Campinas e região, e estamos certos de que temos neste momento na Gestão Pública de nossa cidade.

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