HabitaçãoImóveis

Falta de casas populares distancia trabalhadores

Por dia, cerca de 4,5 mil pessoas acessam os distritos de Sousas e Joaquim
Egídio praticamente ao mesmo tempo, no horário de pico das 8h, conforme
levantamento da Secretaria de Habitação. As regiões se desenvolveram
bastante nos últimos anos, com a construção recente de um mall em Sousas e
de novos restaurantes no polo gastronômico, mas ainda carecem de moradias
populares para abrigar quem trabalha por lá.

Em geral, o perfil dos moradores dos distritos é dividido em dois: de um
lado, moradores antigos, que viram aquela região pacata crescer nas últimas
décadas até se tornar a área badalada da gastronomia e com vida noturna
privilegiada dos dias hoje; do outro, famílias de classe alta que residem
nos condomínios de alto padrão. Construções destinadas à classe média não
fazem parte dos distritos.

Segundo Ana Paula dos Santos Lançoni, que é dona de uma lanchonete em
Sousas, a pouca oferta de residências têm dificultado na contratação de
funcionários. “Já perdemos funcionário por causa disso. É muito fora de mão
até para quem mora no Centro de Campinas. Os ônibus são complicados para
chegar”, avalia. O açougueiro Edinaldo Souza, que mora no Jardim Campos
Elíseos e trabalha em Sousas, sofre com a mesma situação: “Gasto uns 2
litros de gasolina por dia para vir trabalhar na minha própria cidade.

Mesmo com a existência de vazios urbanos, limitações previstas no Plano de
Manejo da Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA-Campinas) para
construção de novos empreendimentos imobiliários devem travar investimentos
habitacionais. Muitas das restrições vêm de pressões de grupos
ambientalistas, preocupados com possíveis impactos ambientais.

Na última semana, o secretário de Habitação e presidente da Cohab, Samuel
Rossilho, protocolou um documento pedindo maior flexibilidade. “Será que
tantos carros e ônibus que se deslocam todos dias para lá não poluem mais do
que se fossem construídas algumas moradias para os tantos trabalhadores?”,
questiona Rossilho. A Secretaria do Verde não se manifestou. (Correio
Popular)

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