Ministério da Economia revê PIB e estima crescimento de 1,5% para 2%

Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 2,5%

De acordo com dados divulgados pelo Boletim Macrofiscal, divulgado pelo Ministério da Economia, governo federal aumentou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) este ano. Com a nova estimativa, o crescimento da economia passou de 1,5% para 2%. Já, para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 2,5%.

O boletim aponta, entre outros fatores, que a revisão positiva para o PIB está relacionada ao desempenho da atividade econômica. Pesquisas mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um crescimento médio mensal na margem nos meses de abril e maio da indústria geral de 0,2% e na indústria da transformação de 0,4%.

Além disso, o documento elaborado pelo Ministério da Economia destaca outro ponto para a melhora na projeção de crescimento. “Outra ênfase que fundamenta a mudança da projeção do PIB neste ano se dá pelas alterações no mercado de trabalho, cuja variação da população ocupada (PO) no trimestre móvel findo em maio de 2022 é de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa variação interanual significa um incremento da população ocupada de 9,4 milhões de trabalhadores”.

O ministério destaca, porém, que o cenário internacional continua desafiador, com redução na perspectiva do crescimento global e o patamar ainda elevado dos preços das commodities de energia e alimentos.

empregabilidade após graduação
Francisco de Oliveira Lima Filho

As estimativas de crescimento do PIB dos países desenvolvidos foram revisadas de 3,8%, no início do ano, para 2,6%, no final de junho de 2022. No caso dos países emergentes, cujas projeções foram alteradas de 5% no início do ano para 3,7% no final de junho, segundo a Bloomberg.

“A variação é positiva e prevista visto o cenário de retomada e crescimento da economia no cenário pós-pandemia. Que possamos ficar ainda mais otimistas no segundo semestre”, afirma o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

 

Além do PIB

Além da expectativa de alta do PIB, o governo diminuiu a previsão da inflação para este ano medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 7,9% para 7,2%. Essa projeção já incorpora o impacto de medidas legislativas aprovadas nos preços de combustíveis, energia elétrica e comunicação.

Apesar da redução, a inflação ainda está acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3,5%, com intervalo de variação de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

No ano, o IPCA acumula alta de 5,49% e, em 12 meses, o índice registra alta de 11,89%. Já para o próximo ano, o resultado da inflação foi reavaliado de 3,6% para 4,5%. A meta estabelecida pelo CMN é de 3,25%, com o mesmo intervalo de tolerância.

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