Número de ações de despejo cresce 10%

O número de ações de despejo por falta de pagamento protocoladas no Fórum de
Campinas cresceu 10% este ano em comparação com o ano passado, de acordo com
dados fornecidos pelo Tribunal de Justiça de Sâo Paulo (TJ-SP). Enquanto em
2017 foram propostas por locadores e imobiliárias 209 ações desta natureza,
este ano (que ainda não terminou) já são 229. Apesar da alta, o número é
menor do que o registrado em 2016, quando foram registradas 317 ações de
despejo em Campinas.

Para Carlos Francisco Valverde, da Imobiliária que leva se nome, o aumento
as ações de despejo em Campinas é explicado por uma série de fatores: altas
taxas de desemprego, salários mais baixos e um mercado que ainda está
tentando se reencontrar. “Particularmente, não vejo esse percentual de 10%
como alarmante. O mercado vai ter que se ajustar, e essas famílias que estão
sendo despejadas agora vão ter que procurar outros imóveis para alugar”,
considera ele, que tem direcionado os esforços da empresa para a negociação
entre as partes envolvidas para evitar os despejos e a ociosidade do imóvel.
“Já tive caso, por exemplo, de um dono de apartamento que abriu mão de
cobrar o aluguel do inquilino, que só deveria pagar o valor do condomínio.
Tudo depende de negociar”, diz ele, que também criticou a lei do
inquilinato. “O processo continua lento, pode levar até um ano para
conseguir uma ação de despejo”. (Correio Popular)

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