Pirelli investirá R$ 400 milhões em Campinas, anuncia Prefeito

A Pirelli vai investir R$ 400 milhões para ampliar a fábrica no Jardim
Satélite Iris e instalar em Campinas a sede administrativa para a América
Latina. A construção do novo espaço corporativo está em fase de análise na
Prefeitura, e a Secretaria do Verde já emitiu o parecer técnico ambiental
(PTA) e exame técnico municipal (ETM), necessários ao licenciamento
ambiental da obra, que é de competência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

Segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), a ampliação da fábrica é
importante pelo investimento financeiro que gerará empregos durante a obra e postos de trabalho após a transferência da sede latino-americana. “Ao contrário de outras empresas que deixaram Campinas ou reduziram sua participação, a chegada de investimento deve ser comemorada especialmente no momento difícil que o país vive” , afirmou.

Jonas disse que assim como fez com outras empresas instaladas na cidade,
esteve na Pirelli para visitar a produção, quando ela iniciou a fabricação
do chamado pneu verde, para uma aproximação da Administração e avaliar o que poderia ser feito para ampliar investimentos e postos de trabalho. “Fiz isso com as empresas estabelecidas aqui, que são grandes geradoras de emprego’, disse.

A ampliação ocorrerá em área reabilitada. Ela consta do relatório de áreas
contaminadas da Cetesb como tendo realizado todas as etapas de gerenciamento de remediação da contaminação do solo por TPH — total de hidrocarbonetos de petróleo. A remediação foi feita com a remoção do solo superficial. A fábrica de Campinas é a maior da Pirelli no mundo na produção de pneus para carros de passeio e utilitários esportivos. Sua capacidade supera 10 milhões de unidades por ano. A fábrica, construída na década de 50, emprega mais de 2,1 mil pessoas.

Um grande investimento, de cerca de R$ 500 milhões, foi feito há quatro anos na modernização e ampliação da fábrica de Campinas para substituição de máquinas e expansão da capacidade produtiva dos chamados “pneus verdes” , cuja tecnologia reduz a resistência da borracha ao rolamento, permitindo economia no consumo de combustível. Novos compostos, como a sílica, passaram a ser usados porque permitem que o pneu trabalhe com temperaturas mais baixas e sofra menos deformação ao tocar o solo. Isso faz com que o consumo de combustível caia cerca de 6%, segundo estudos da Pirelli. É o suficiente para, na vida útil do pneu (estimada em 60 mil quilômetros), economizar 3,6 pneus.

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