Habitação

Prefeitura, governo de SP e União assinam contrato para construir 1,9 mil casas

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, o secretário de estado da Habitação Nelson Baeta e o prefeito de São Paulo, João Doria, assinaram hoje (15) um contrato para a construção de 1,9 mil moradias para famílias da faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na cidade de São Paulo.

Segundo a prefeitura, mais de R$ 270 milhões serão investidos para a construção de três conjuntos habitacionais na capital paulista, sendo que 67% desse montante são de aporte do governo federal, do ministério e da Caixa. Do restante, 14% são do governo estadual e 19% da prefeitura.

“É o sonho da família brasileira ter sua casa própria”, disse o ministro, que acrescentou que há intenção do governo em ampliar o programa. “Assim é a determinação do presidente Michel Temer para que nós tenhamos sim a continuidade, a manutenção e até empenho para possivelmente ampliar o programa”.

Um dos empreendimentos que serão construídos é o Augusto Amaral, na zona norte, com 300 moradias. Os outros são o Guido Caloi, no Distrito do Jardim São Luiz, na zona sul, com mil moradias e o São Carlos A e B, em Guaianases, na zona leste da capital, com 600 moradias. Os conjuntos Augusto Amaral e São Carlos A e B vão ser destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, já inscritas no cadastro de demanda habitacional da prefeitura. Já o Guido Caloi irá atender as famílias removidas para a execução das obras de canalização do córrego Ponte Baixa. As obras, de acordo com a prefeitura, terão início em janeiro.

Segundo o prefeito João Doria, as moradias serão construídas nas regiões com maior déficit habitacional da cidade, em áreas que já pertenciam à prefeitura. De acordo a administração municipal, a realização do programa só foi possível por meio da parceria entre as três esferas de governo, já que o custo de uma unidade habitacional na capital – estimado em R$ 96 mil – é bastante superior ao limite disponibilizado pelo governo federal com o programa.

“A união dessas três forças faz com que o programa possa ser executado talvez na cidade mais cara do país”, disse o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explicando que, em São Paulo, os empreendimentos populares são construídos a uma média de R$ 130 mil. “O programa tem um limitador. Há uma necessidade e isso tem sido compreendido pelo prefeito João Doria e pelo governador Geraldo Alckmin para que possamos unir esses esforços, seja com terreno seja com aporte para viabilizar o programa”, acrescentou.

Em entrevista coletiva, o prefeito negou que o município esteja sendo privilegiado na distribuição de recursos do Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, São Paulo tem o maior déficit habitacional proporcional do país, com 370 mil famílias. “São Paulo, diariamente, recebe mais de 1,5 mil pessoas que chegam sobretudo vindas do Norte e do Nordeste do país. Ao atender a habitação popular de São Paulo, não estamos falando em atender a paulistas ou paulistanos, estamos atendendo a brasileiros. É preciso ficar muito claro isso para não haver a interpretação de que há um regime de privilégio a São Paulo”, afirmou.

Minha Casa, Minha Vida Entidades

Durante a coletiva, o ministro disse que o programa Minha Casa, Minha Vida na modalidade Entidades está sendo analisado e poderá voltar ainda este ano. O objetivo da modalidade é tornar a moradia acessível às famílias organizadas por meio de cooperativas habitacionais, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos.

“O programa [Minha Casa, Minha Vida] enfrentou vários desafios e dificuldades nos últimos anos. Agora, em 2017, o governo federal tem essa diretriz clara de fortalecê-lo para contratação já, com responsabilidade e orçamento assegurado, de 170 mil unidades habitacionais na faixa 1. E estamos concluindo o programa para Entidades. Há três semanas estamos levantando todos os temas que estão pendentes e este é, com certeza, uma das prioridades que enfrentaremos para que consigamos equacionar e resolver ainda este ano a publicação e a discussão do programa na modalidade das Entidades”, disse ele.

FGTS e Caixa

O presidente da Caixa disse hoje que aguarda a sanção, em breve, pelo presidente Michel Temer, do projeto de lei que foi aprovado pelo Senado esta semana e autoriza o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a realizar contratos com a Caixa Econômica Federal na forma de instrumentos híbridos de capital e dívida.

“Esperamos que na próxima semana já tenhamos condição de ter a lei sancionada e aprovada”, disse ele. “Temos que estar preparados efetivamente para que a Caixa possa cumprir esse papel do investimento”, acrescentou. (Agência Brasil)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Precisa de ajuda?
hacklink satın al holiganbet setrabet betnano casibom jojobet holiganbet casibom marsbahis casibom güncel giriş casibom giriş casibom casinomilyon setrabet queenbet mavibet hiltonbet casibom giriş casibom