Rota de Campinas a São Paulo pode ser a primeira de transporte por cápsula no Brasil

O primeiro sistema de transporte por cápsula da Hyperloop Transportation
Technologies (HTT) já é uma realidade nos Emirados Árabes, onde a empresa constrói um sistema de 200 km entre Abu Dhabi e Al Ain, e em Toulouse, na França, cuja segunda fase está prestes a começar. No Brasil, o primeiro projeto poderá conectar Campinas a São Paulo, trecho que vem sendo estudado pela HTT em seu centro de pesquisa e desenvolvimento, localizado em Minas Gerais. A informação foi dada na semana passada por Bibop Gresta, cofundador e atual presidente da companhia, em Curitiba durante o evento sobre cidades inteligentes.

Gresta palestrou ao lado do diretor global de desenvolvimento de negócios
Rodrigo Sá, jovem mineiro que trabalha há cinco anos no projeto. Aliás, a
HTT é conhecida pelo modelo colaborativo, com profissionais de várias
nacionalidades. A filosofia da empresa pode ser resumida como uma oferta de “meio de transporte “sem bilhete, sem atrito e sustentável” que leva o
conforto e a velocidade de um avião para o transporte terrestre de
passageiros e cargas”.

Tecnicamente, o HTT usa campos eletromagnéticos para que suas cápsulas
levitam em um movimento cinético de baixo consumo de energia. “O Hyperloop é de construção rápida, mais barato por ser de superfície, ao lado ou acima de rodovias em estruturas que já existem”, detalha o executivo. De acordo com ele, os investimentos são recuperados num prazo de oito a 11 anos, sem a necessidade de subsídios governamentais. E com tecnologia de biometria e dados via blockchain que eliminam a necessidade de bilhetes.

“Nosso modelo tem as pessoas no centro de tudo, foi projetado para elas.
Cada cápsula percorre um tubo despressurizado, sem a resistência do ar, com 30 metros de comprimento, 2,7 metros de diâmetro e 20 toneladas. Cada cápsula pode levar até 40 passageiros com conforto, em embarques a cada dois minutos, totalizando 60 mil pessoas por dia”, detalha Grestas.

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